Como organizar a vida financeira: um guia para inciantes

14 de julho / 2020 (atualizado)

Estar com as finanças em dia é tão importante quanto cuidar da saúde do corpo ou da mente. Até porque uma coisa interfere na outra, não concorda? Estar muito endividado, por exemplo, pode afetar sua saúde mental, que, por sua vez, prejudica sua saúde como um todo. Por isso, é importante saber como organizar a vida financeira.

Se essa é uma missão que ainda parece difícil, não se preocupe, porque, com algumas mudanças, é perfeitamente possível dar a volta por cima. É como quando queremos mudar qualquer outro hábito, como melhorar a nossa alimentação ou introduzir uma rotina de exercícios. No início, temos que fazer um esforço, mas, com o tempo, aquilo se incorpora na nossa rotina.

Por isso, elaboramos este guia com dicas simples e eficazes de como organizar a vida financeira. Confira!

 

Saiba quais são os seus gastos

Quando temos um problema de saúde e vamos ao médico, qual é a primeira coisa que ele faz? Ele nos examina para chegar a um diagnóstico e só então prescrever um tratamento. Isso quer dizer que ele mapeia a nossa condição atual para definir o que fazer.

Esse é um método que vale para qualquer coisa que a gente queira mudar ou melhorar, inclusive nossa vida financeira. Para organizar as contas da casa, comece listando todos seus gastos. É importante ser bastante honesto e preciso nessa etapa, combinado?

Não tenha pressa. Faça uma primeira lista e deixe ela ali. É provável que, nos dias seguintes, você se lembre de itens que ficaram de fora. Basta acrescentá-los. Não deixe nada de fora porque você vai ver que os pequenos gastos, quando somados, fazem diferença no total.

 

Corte sem dó

Agora que você sabe quais são os seus gastos fixos, veja tudo o que pode ser cortado ou reduzido. Às vezes, temos certa resistência em abrir mão de pequenos luxos, mas você vai ver que ter um orçamento mais enxuto vai deixar sua vida mais leve.

Comece vendo aquilo que pode ser reduzido. Será que você precisa ter o pacote mais completo da TV por assinatura? Será que dá para negociar valores com a operadora de celular? Feito isso, veja o que você paga e não usa muito, como assinaturas de revistas e outros serviços. Em vez de pagar a academia, será que não vale mais a pena fazer exercícios em um parque?

Mesmo uma redução mensal pequena faz diferença no longo prazo. Por exemplo, cancelar a assinatura de um serviço que custa R$30 por mês representa uma economia de R$360 no ano. Cancelar a academia que tem uma mensalidade de R$120 por mês já poupa R$1.440 em um ano. Não é tão pouco assim, não é?

 

Separe um valor semanal

Saber exatamente quais são os nossos gastos fixos no mês é relativamente fácil, justamente porque eles são fixos. Agora, em relação aos gastos variáveis, pode ser mais complicado. Isso envolve supermercado, remédios, vestuário, lazer, alimentação fora de casa e todas as pequenas compras que fazemos no dia a dia.

Muitos especialistas sugerem que se anote cada um desses gastos. No entanto, nem todo mundo consegue ter essa disciplina e acaba se perdendo e desistindo justamente nesse ponto. Uma ideia é inverter a lógica: separe um valor que você pode gastar por semana.

Esse valor vai depender da sua realidade, é claro. Vamos imaginar que você tenha uma renda de R$4.000 por mês e seus gastos fixos mensais sejam de R$2.000. Sobram outros R$2.000. Lembre-se de que queremos não apenas sobreviver, mas também guardar algum dinheiro, então não dá para gastar toda essa quantia, certo?

Você pode reservar, por exemplo, R$1600 para as suas despesas variáveis, o que dá R$400 por semana. Fica mais fácil controlar os gastos pensando em um período menor, como uma semana, do que durante um mês inteiro.

Se você vir que está muito apertado, pense em como fazer sua vida caber nesse orçamento. Dá para levar marmita para o trabalho em vez de comer fora todos os dias? É possível arranjar alguém para ir ao trabalho com você e rachar o combustível? Pense em soluções de acordo com sua realidade.

 

Defina metas financeiras

Existe um ditado que diz que “quem não sabe aonde vai não chega a lugar nenhum”. As metas financeiras nos dão clareza do que queremos atingir. Se você tem dívidas, por exemplo, coloque um prazo para quitá-las e, a partir disso, elabore um plano. É claro que é preciso ser realista, senão o que era para ser um incentivo vira mais um motivo de frustração.

No entanto, saiba que isso vai exigir um esforço, assim como acontece em qualquer outra melhoria que a gente queira fazer na nossa vida. Quem quer mudar o corpo, por exemplo, sabe que vai precisar de tempo e disciplina. Aqui é a mesma coisa.

 

Negocie suas dívidas

Os credores têm enorme interesse em receber o que lhes é devido e reduzir a inadimplência. Por isso, não hesite em partir para a negociação de dívidas. Não precisa ter medo nem achar que não vai dar certo. Na emDia, é possível fazer isso de forma totalmente online.

Agora que você já organizou o seu orçamento e sabe exatamente quanto pode gastar por mês, procure a emDia. Se você tiver algum valor para quitar as dívidas à vista, pode conseguir descontos muito significativos. Caso contrário, negocie um parcelamento que esteja dentro do seu orçamento.

Sair das dívidas é um grande passo para virar o jogo e passar a ter uma vida financeira que trabalhe a seu favor, e não contra você!

 

Faça uma reserva de emergência

Esse é um passo muito importante para que você nunca mais se veja endividado novamente. Assim que suas contas estiverem em ordem, comece a formar uma reserva de emergência. Ela serve justamente para salvar sua pele em casos de imprevistos, como períodos de desemprego, um tratamento caro com o qual você tenha que arcar, alguém da família que precise da sua ajuda etc.

Esses imprevistos fazem parte da vida, e a gente nunca sabe o que pode acontecer. Podemos pegar o caso da pandemia de coronavírus. Ninguém tinha como prever que algo assim pudesse acontecer, e ela afetou a renda da maioria da população. No entanto, quem tem uma reserva de emergência pode passar pela crise de forma menos traumática.

Não existe um valor exato para essa reserva de emergência, mas os especialistas recomendam que seja equivalente a cerca de 6 vezes a sua renda mensal. Assim, se você tem uma renda de R$4.000, seriam R$24.000 destinados à reserva de emergência. Aplique esse dinheiro em investimentos considerados seguros e que permitam saque a qualquer momento, como o Tesouro Direto.

Agora você já sabe como organizar a vida financeira e tem condições de dar o primeiro passo para virar o placar a seu favor. O segredo aqui é disciplina. Olhe sempre seu orçamento e mantenha-se dentro dele. Você vai ver que vale a pena!

Educação financeira é um processo. Por isso, aproveite para aprofundar seus conhecimentos e saiba também como conquistar a tão sonhada liberdade financeira!

Para ver mais conteúdos sobre isso, acesse o nosso blog.

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Marcella Menasce

por Marcella Menasce