O que é inadimplência?

22 de setembro / 2021 (atualizado)

Você sabe o que “inadimplência” realmente quer dizer? Esse é um termo que vemos com frequência nos jornais, nas conversas com amigos e, principalmente, nas dicas sobre organização financeira. Só que é comum confundir alguns conceitos e não ter certeza sobre o que essa situação representa.

O maior problema de não entender, de fato, do que se trata é que você não consegue dimensionar o quadro com precisão. Por isso, para ficar livre de problemas e de dificuldades, é indispensável mergulhar nesse assunto.

Para ajudar, preparamos este post com todas as informações que você precisa saber sobre a inadimplência. Confira!

Afinal, o que é inadimplência?

Em poucas palavras, a inadimplência é o termo usado para se referir às dívidas que não são quitadas dentro do prazo. Ou seja, inadimplente é aquele que, por algum motivo, não conseguiu pagar suas contas antes da data do vencimento, descumprindo, assim, alguma obrigação financeira.

Apesar de parecer algo simples, a inadimplência pode causar sérios transtornos — desde a interrupção do serviço que está com as contas atrasadas até ter o CPF colocado em listas de restrição de crédito (o famoso “nome sujo”). Quando isso acontece, surgem novas barreiras para obter crédito e comprar algo parcelado, por exemplo.

A verdade é que se tornar uma pessoa inadimplente e ter dificuldades de lidar com o orçamento ainda é a realidade de grande parte dos brasileiros. Por isso, entender melhor esse cenário e saber como não cair nele é imprescindível para evitar alguns transtornos. Continue a leitura e saiba mais!

Índice de inadimplência no Brasil

Segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (Ibevar), a taxa de inadimplência no país apresentou uma baixa nos primeiros meses do ano de 2021, em relação aos anos anteriores. O número de inadimplentes fica entre 3,77% e 4,31%.

Por causa da pandemia de Covid-19, surgiu um grande receio de que ocorresse um pico de inadimplência, pelas dificuldades econômicas que o país enfrentava, agravadas pelas incertezas do que aconteceria com a paralisação dos setores da economia.

A sorte foram os pagamentos do auxílio emergencial, a manutenção da baixa taxa de juros e a maior facilidade para renegociação de dívidas, que explicam a causa da queda da inadimplência no último ano, mesmo com o país em crise.

Perfil do consumidor inadimplente

Para compreender o cenário econômico e desenvolver estratégias eficazes que impulsionem o crescimento do país, a gente precisa conhecer bem o perfil do consumidor que se torna inadimplente.

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), mostra exatamente isso. Dê uma olhada, logo abaixo, nos principais dados extraídos:

  • o endividamento médio das famílias com até 10 salários mínimos mensais aumentou 3,2 pontos percentuais, chegando a 67,8% do total;
  • na faixa 5 salários de renda, o número de famílias que relataram não ter condições de quitar suas contas ou dívidas atrasadas apresentou crescimento médio de 1,4 ponto percentual, totalizando 11%;
  • na faixa de renda superior — acima de 10 salários —, o percentual médio de famílias endividadas passou de 59,4%, em 2019, para 60,3%, em 2020;
  • o cartão de crédito, as modalidades de financiamento de carro e de casa e os créditos pessoais são os principais tipos de dívidas entre as famílias;
  • perda do emprego e queda da renda estão entre os motivos citados para deixar de pagar as contas atrasadas.

Endividamento das famílias

Apesar da queda do índice de inadimplência nos últimos anos, também aconteceu um crescimento no número de pessoas endividadas. Segundo resultados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), a porcentagem de famílias pesquisadas que se declararam endividadas chegou a 66,5% em 2020, o maior resultado anual desde 2010.

Entre os principais débitos, estão o cartão de crédito, o cheque especial, o crédito consignado, os carnês e o financiamento de veículos e de casas.

Mesmo diante de tudo isso, temos que apontar que o crescimento da proporção de famílias endividadas, por si só, não pode ser considerado um fenômeno preocupante — desde que o crescimento não seja acompanhado de altas significativas da inadimplência.

Impactos desses índices na economia brasileira

Sem dúvida, a inadimplência gera um alto impacto não só no dia a dia de quem vive essa realidade, como também na economia brasileira como um todo.

Para os comerciantes, por exemplo, a receita cai quando os consumidores não cumprem com seus compromissos, o que pode comprometer a capacidade dos empresários de arcar com as despesas operacionais diárias ou de repor o estoque, afetando, também, as vendas dos seus fornecedores.

Em situações de maior dificuldade financeira, o prejuízo dos inadimplentes pode levar o comerciante a demitir funcionários da empresa, aumentando o índice de desemprego.

As instituições financeiras também sofrem impacto com o número crescente de inadimplentes. Expostos a maiores riscos na concessão de empréstimos, os bancos tentam limitar as possibilidades aos maus pagadores, impossibilitando o acesso ao crédito por meio de mais garantias ou informações sobre o tomador de crédito e elevando os juros.

Com os juros mais altos, menos pessoas vão se sentir propensas a tomar empréstimo ou a continuar pagando a dívida já contratada. Dá para ver como isso vira uma bola de neve, né?

Qual é a diferença entre dívida e inadimplência?

Muita gente confunde, mas ter uma dívida não significa, necessariamente, estar inadimplente. Vamos começar entendendo que fazer uma dívida é assumir um compromisso financeiro. Você adquire ou contrata algo e se compromete a realizar o pagamento do jeitinho que foi combinado — normalmente, em parcelas ou de forma adiada.

É o caso de fazer uma compra com o cartão de crédito. Até que você pague a fatura, há uma dívida em aberto. Também é assim com contratos maiores, como um financiamento de casa ou de carro.

Já a inadimplência ocorre quando você não faz o pagamento no momento indicado pelo vencimento. Não se trata de um simples atraso, mas, sim, de não honrar um compromisso financeiro. Um exemplo disso é o pagamento apenas do valor mínimo da fatura do cartão. Se não for possível pagar o valor ao longo do tempo, ocorre a inadimplência.

A diferença de uma dívida em atraso e de um valor inadimplente é o tempo. O atraso é mais curto e só se torna inadimplência após cerca de 90 dias. Então, vamos deixar claro: nem todo endividado é inadimplente, mas todo inadimplente esteve endividado primeiro.

Quais são as consequências dessa situação?

Como vimos, a inadimplência ocorre quando deixamos de cumprir com nossas obrigações financeiras, atrasando as contas ou deixando de pagá-las. Dentro do universo jurídico, ela acontece quando descumprimos (total ou parcialmente) os termos de um contrato.

Nessas horas, o inadimplente pode sofrer uma série de prejuízos, como:

  • multas e juros para o pagamento da conta em atraso (dependendo da conta, os juros podem correr diariamente e se tornar bem altos. Alguns dos juros mais altos são relativos às dívidas bancárias, como do rotativo do cartão, que pode chegar a mais de 300% ao ano, e do cheque especial, que pode chegar a 8% ao mês);
  • restrição de crédito, com a inclusão do nome do inadimplente nas listas relacionadas a essa condição. Isso dificulta as compras parceladas, eventuais financiamentos, empréstimos, abertura de contas em bancos e solicitação de cartão de crédito, entre outros;
  • problemas judiciais, sendo que a ação é a última medida que os bancos ou empresas tomam para tentar cobrar o valor devido. Em último caso, o inadimplente pode ter os bens penhorados ou sofrer o bloqueio da conta bancária;
  • cobrança de juros durante todo o período de atraso (ou seja, quando você for quitar a sua dívida, ela estará muito maior do que quando parou de pagá-la);
  • suspensão dos serviços, como no caso do não pagamento de água, energia elétrica, telefone, celular e internet. Cada serviço tem uma política em relação ao tempo de atraso. A energia elétrica, por exemplo, pode ser cortada após 90 dias de atraso, e os serviços não essenciais podem ser cortados após 15 ou 30 dias de atraso.

Agora que a gente já sabe o que é inadimplência, fica mais fácil perceber que, além de todos esses problemas, atrasar as contas é capaz de criar um efeito cascata. Afinal, fica cada vez mais difícil levantar o dinheiro para quitar o que se deve, e é possível que o consumidor comece a atrasar outras contas, gerando um ciclo difícil de ser quebrado.

Para a economia, de modo geral, o nível de inadimplência da população é sempre um fator preocupante. Isso, porque, se muitas pessoas deixam de pagar as suas dívidas, as empresas passam por dificuldades de funcionamento.

A consequência é que elas passam a ter a necessidade de reduzir gastos, como por meio da demissão de funcionários — ou, em casos extremos, do fechamento das portas. Com menos trabalhadores empregados, mais pessoas passam a ser incapazes de quitar o que devem, e o ciclo negativo se aprofunda.

Outras questões importantes

Além de todos esses problemas, existem mais “efeitos colaterais” da inadimplência, como:

  • necessidade de abrir mão de coisas relevantes: para equilibrar as contas e com maior dificuldade de crédito, às vezes, é preciso deixar de comprar determinados itens ou modificar o padrão de vida da família;
  • prejuízos à saúde mental: de acordo com uma pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), a inadimplência deixa as pessoas mais preocupadas com as dívidas, ansiosas, desatentas no ambiente de trabalho, estressadas e envergonhadas com a situação financeira. Além disso, desenvolvem sentimentos negativos, como de fracasso, culpa, baixa autoestima, desânimo, alterações no humor e até depressão;
  • problemas de saúde: com as contas atrasadas, a dificuldade financeira e o acúmulo de cobranças, muitos inadimplentes que participaram da pesquisa relataram que desenvolveram problemas de saúde, como dificuldades para dormir e alterações no apetite e de humor;
  • aumento dos vícios: o estudo também mostrou que muitos inadimplentes passaram a descontar a ansiedade com as contas atrasadas nos vícios, como cigarro, comida e álcool, e outros direcionaram seus incômodos a pessoas próximas, como a família, criando dificuldades de relacionamento.

Quais são as principais dúvidas sobre a inadimplência?

Apesar de essa falta de quitação dos compromissos financeiros ser relativamente comum, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre o tema, ainda mais porque existem alguns mitos relacionados a isso.

Esclarecê-los é essencial para melhorar o cuidado com as suas finanças. Então, para que não restem questões sobre o assunto, o que acha de ver, a seguir, quais são as dúvidas mais comuns sobre a inadimplência (com respostas!).

Quem está inadimplente não pode ser contratado?

Isso é um mito. Mesmo que a pessoa esteja com o nome sujo, ela não pode ser impedida de ser contratada em um emprego por causa disso. Inclusive, nem sequer é permitido que os empregadores façam pesquisa do CPF ou usem o resultado como fator de decisão.

Caso o candidato se sinta prejudicado por não ter o nome limpo, pode acionar a Justiça. Se a situação for comprovada, a empresa pode ter até que pagar multa.

Quem está inadimplente pode tirar passaporte?

Sim, bem como renovar o documento ou tirar visto. Isso se deve ao fato de a lei do país proibir que brasileiros tenham a locomoção impedida por conta de dívidas em aberto.

No geral, esse não é um critério para os consulados na hora conceder o visto. Então, a emissão dessa autorização também não é prejudicada.

Quem está inadimplente pode tomar posse em concurso público?

Depende. A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) impede que um candidato seja excluído de uma vaga por causa da situação de crédito. A questão é que os concursos públicos têm regras próprias, já que não envolvem a iniciativa privada.

Por isso, alguns editais podem vetar a contratação de candidatos com o nome sujo na praça, entre outras condições. Mas atenção, porque o candidato aprovado só vai ser impedido de tomar posse se:

  • a condição estiver explícita no edital;
  • se o seu nome estiver sujo no momento de titulação.

Em casos extraordinários, também dá para recorrer à Justiça, mas as chances de reverter a situação são poucas.

A inclusão do nome na lista de inadimplentes é automática?

Não. A partir do primeiro dia de inadimplência, a empresa credora pode solicitar a inclusão do seu nome e do seu CPF. Porém, antes de mais nada, tem de ocorrer o aviso ao birô de crédito.

A instituição, então, envia uma comunicação, com prazo de 10 dias para regularização da situação. Somente depois desse período é que ocorre a inclusão. Se você quitar a dívida antes, o registro não se concretiza.

O nome fica sujo de maneira definitiva?

Não. Depois da inclusão do CPF nos serviços de proteção ao crédito, o nome deixa de ficar sujo em qualquer momento em que houver a regularização. Se você não conseguir quitar a dívida, o prazo é de 5 anos para que tenha a situação normalizada.

Mas tenha atenção: não é porque o seu nome sai da lista que a dívida deixa de existir. Ela ainda está lá e faz parte do seu histórico. A regularização é a melhor saída, ok?

O que são órgãos de proteção ao crédito?

Mais conhecidos como birôs de créditos, os órgãos de proteção ao crédito são um serviço de informações sobre o histórico financeiro dos consumidores que usa os dados de adimplência e inadimplência de pessoas físicas ou jurídicas para ajudar as instituições a decidir se vão conceder o crédito a determinado cliente.

Por esse motivo, é comum dizer que os birôs são empresas de proteção ao crédito. Afinal, se uma pessoa solicitar crédito a um banco, por exemplo, os birôs serão consultados para que a instituição tenha mais informações a respeito do histórico de pagador de seu cliente. Para isso, eles acessam dados de fontes públicas e privadas, como lojas, bancos, operadoras de cartão e redes varejistas.

Qual é o papel deles?

Atualmente, os órgãos de proteção ao crédito oferecem serviços que vão além da disponibilização da base de dados de consumidores inadimplentes. Com eles, também é possível consultar o histórico de pagamentos e o score de crédito.

Assim, dá para obter informações mais precisas na hora de realizar a concessão de crédito. Afinal, essas métricas mostram o comportamento das pessoas diante de seus compromissos.

Na maioria das vezes, os birôs de crédito também oferecem aos consumidores a opção de renegociar dívidas por meio de uma parceria com empresas do segmento financeiro.

Quais são os principais motivos que levam as pessoas a ficarem inadimplentes?

Agora que você entende o que é inadimplência, vamos conferir alguns dos principais motivos que levam as pessoas a essa situação?

A inadimplência ainda é uma realidade no nosso país. Em abril de 2021, o número de inadimplentes somava 63 milhões de brasileiros, cerca de 39,5% da população adulta.

De todos os estados do país, alguns chamaram a atenção nesse recorte pelo grande número de inadimplentes. No Amazonas, mais da metade da população (55,7%) se encontrava em situação de inadimplência, assim como em Roraima e no Amapá.

Agora que você entende a situação nacional, vamos ver alguns motivos para esse cenário.

Desemprego

O desemprego é um dos principais motivos para as pessoas atrasarem suas contas. Sem trabalho, os consumidores priorizam o pagamento de apenas algumas dívidas (em geral, as mais básicas e necessárias) e atrasam outras.

Diminuição da renda

A diminuição da renda também foi citada como motivo para a inadimplência. Em geral, esse fator está muito associado ao primeiro.

Ao perder o emprego, é normal que haja, também, uma diminuição do poder de compra e de pagar as contas — e nem todos conseguem se adequar a esse novo estilo de vida.

Além do desemprego, o aumento da inflação influencia esse ponto, já que o dinheiro passa a valer menos, o que faz com que as pessoas percam poder de compra.

Falta de controle financeiro

Esse é um assunto recorrente quando falamos sobre inadimplência. A falta de controle financeiro ou de planejamento no orçamento também entra nos motivos das pessoas inadimplentes. Isso pode ocorrer tanto por motivos comportamentais (compras por impulso, por exemplo) como por falta de conhecimentos sobre educação financeira.

Nem todas as pessoas entendem e reconhecem o valor do seu dinheiro e, por isso, acabam entrando em dívidas sem necessidade. Outra questão é que alguns desconhecem as formas mais saudáveis de lidar com a renda ou de planejar gastos.

Salário atrasado

O salário atrasado ou que não é pago dificulta a vida de muitos brasileiros. Infelizmente, essa é uma situação de “força maior”, sobre a qual o trabalhador não tem controle.

Com a crise econômica, muitas empresas passam por dificuldades, o que tem reflexos nos trabalhadores. Nesse caso, recomendamos que você procure preservar os seus direitos.

Parcelamentos

Muitas pessoas se iludem com a facilidade da compra parcelada. Quando vão notar, já comprometeram a maior parte da sua renda, deixando de pagar ou atrasando outras contas por falta de dinheiro.

Ao parcelar uma compra, assumimos uma dívida que pode ser de médio ou longo prazo, e é essencial adicionarmos esse valor no orçamento mensal. Se isso não acontece, não fica muito difícil perder o controle e acabar com dívidas maiores do que o salário mensal.

Crédito fácil

Atualmente, está muito mais fácil conseguir fazer compras parceladas, realizar empréstimos e até receber “crédito” extra em bancos. Isso pode ser um atrativo que faz com que algumas pessoas se tornem inadimplentes. Afinal, é mais fácil gastar além daquilo com que você dá conta de arcar.

Existem outros motivos para a inadimplência que envolvem situações emergenciais, como problemas de saúde ou familiares ou, então, motivos que incluem cobranças indevidas ou a tentativa de ajudar algum amigo que precisou de dinheiro.

Se você se encaixa em algum desses grupos, saiba que são problemas comuns e que podem ser resolvidos seguindo algumas dicas que vamos apresentar no próximo tópico.

Como prevenir a inadimplência?

Tão importante quanto entender o que é esse conceito é saber como evitar que essa situação se concretize. Assim, você vai manter a sua saúde financeira e afastar a possibilidade de ter problemas em relação ao seu crédito.

Apesar de muitas situações parecerem difíceis de contornar, como a perda do emprego, as oscilações na economia e os atrasos nos salários, tem jeito de fugir do não pagamento de dívidas.

Separamos algumas dicas importantes que podem ajudar você a organizar a vida financeira:

  • analise as suas contas e pondere o que pode ser cortado ou reduzido;
  • crie o hábito de desenvolver um orçamento mensal, incluindo tudo o que você ganha e gasta. Acompanhe essa planilha, evitando contas maiores do que sua entrada;
  • mantenha uma reserva de emergência, destinando recursos para esse fim todos os meses (assim, quando algo ocorrer fora do planejado, você evita ficar endividado);
  • evite comprar itens desnecessários e comece a planejar melhor suas aquisições;
  • tenha metas financeiras, como quitar suas dívidas, comprar um carro e viajar;
  • traga a família para esse processo, conversando sobre a realidade financeira de vocês e as necessidades de ajustes.

Como sair da inadimplência?

Se não der para pagar tudo em dia, você ainda pode sair dessa. Para isso, é preciso saber como lidar com a situação, evitando que o problema se prolongue.

Então, que tal descobrir qual é a luz no fim do túnel para essa situação?

Conheça quais são os seus débitos

Sem dúvida, um dos aspectos que mais contribuem para o endividamento é não conhecer suas dívidas, assim como sua real situação financeira. Para se livrar dos débitos, é preciso conhecê-los de forma completa, em primeiro lugar.

Por isso, o ideal é começar pela identificação dos débitos que são considerados inadimplentes. Faça uma pesquisa nos birôs de crédito ou em serviços especializados e confira quais são as suas dívidas, os valores e há quanto tempo eles constam no seu nome. Assim, você vai ter uma ideia de quanto vai precisar para quitar cada coisa.

Dê preferência às dívidas mais antigas ou mais caras

Em geral, é mais difícil pagar contas mais antigas. Por isso, vale a pena tentar quitar as que estão em aberto há mais tempo e, depois, as que tiveram inclusão recente.

A exceção fica para os débitos que forem mais caros, como o valor do cartão de crédito ou do cheque especial. Quando as taxas de juros são elevadas, o melhor é pagá-las de uma vez, para evitar o crescimento descontrolado. Priorize o pagamento a partir desses critérios.

Controle seus gastos

Na prática, todas essas dicas só funcionam se você adotar novos hábitos de consumo. Isso não quer dizer que é preciso parar de consumir, mas, sim, que o caminho é reconhecer o compromisso feito para quitar dívidas, estabelecendo metas financeiras mais rigorosas com o seu dinheiro.

Por esse motivo, avalie seus hábitos de uso do dinheiro e veja se todos são realmente fundamentais neste momento. Controle suas despesas e corte os gastos desnecessários.

Negocie as dívidas e faça acordos

Em vez de pagar todo o valor acumulado de uma só vez, você pode conseguir descontos e outras condições especiais por meio da renegociação de dívidas. É o caso de abater parte dos juros e dividir o valor restante em parcelas que caibam no orçamento, por exemplo.

No lugar de procurar cada credor para fazer isso, dá para ter o apoio de uma solução especializada, como a emDia. Contando com nosso suporte, toda a negociação pode ser feita pela internet, desde a escolha da dívida a ser paga até as condições ideais.

Depois de pagar a primeira parcela do acordo, seu nome vai ficar limpo de novo em até 5 dias. Só tome cuidado para manter a quitação das outras prestações em dia, para não ser negativado de novo.

Atrasar o pagamento das contas pode trazer consequências bem sérias, desde o pagamento de multas e juros até questões de saúde mental, como aumento do estresse e ansiedade por causa das contas atrasadas.

Apesar de serem vários os motivos que podem levar uma pessoa a ficar inadimplente, com planejamento, é possível resolver essa situação e deixar de ser um devedor. A negociação de dívidas é uma das maneiras mais simples de conseguir isso, já que permite o parcelamento e o compromisso com juros menores.

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Negociar na emDia

Marcella Menasce

por Marcella Menasce