Caiu no golpe do motoboy? Entenda agora o que fazer

21 de junho / 2021 (atualizado)

A pandemia do novo coronavírus mudou muito a nossa vida em sociedade. Além dos efeitos mais óbvios, sentimos algumas consequências em áreas bem inesperadas da nossa vida. Uma delas foi o aumento de golpes e fraudes financeiras no país. O golpe do motoboy, por exemplo, teve um aumento de 65% desde o início do período de isolamento social.

Esse truque mira pessoas que têm cartão de crédito e causa consequências altas. De acordo com matéria do Fantástico, há até quem já tenha sofrido perdas de R$ 8 mil por causa da fraude. Quer saber como o golpe do motoboy funciona e o que fazer para se proteger dele? Então, siga a leitura abaixo, que nós vamos ensinar tudo para você!

O que é o golpe do motoboy?

Esse é um dos principais golpes financeiros na praça hoje em dia. Em poucas palavras, ele se trata de um contato dos golpistas que se passam pelo funcionário do seu banco, que pode ser por telefone, WhatsApp ou e-mail. Então, o criminoso afirma que “houve uma suspeita de compra suspeita no seu cartão”. Depois que a vítima nega, ele pede algumas informações. Entre os dados solicitados, estão:

  • número do cartão;
  • nome do titular;
  • senha;
  • código de segurança de 3 dígitos.

Tudo é feito de maneira muito plausível: o criminoso fala como se fosse um atendente de banco mesmo e usa até mesmo uma música de espera. Depois de “verificar os dados”, afirma que o cartão da vítima foi “clonado” e que será necessário cancelá-lo. Para isso, ele enviará um motoboy para buscar o documento.

Com o cartão e os dados nas mãos, os criminosos fazem sucessivas compras com o documento das vítimas. Elas podem ser presenciais ou on-line, normalmente até estourar o limite.

Quais são os principais riscos?

O principal risco do golpe do motoboy é a perda financeira. Afinal, os criminosos podem usar cartão de crédito para fazer compras de diversos tipos e tamanhos. Como mostra a matéria do Fantástico que citamos, algumas vítimas sofreram desfalques de mais de R$ 8 mil.

Vale lembrar de que, para dar mais plausibilidade, é possível até que os malfeitores quebrem o cartão na frente da vítima. Para eles, não há problema, pois ainda podem usar o chip para fazer compras, já que têm a senha. Além disso, podem fazer compras on-line com todos os dados disponibilizados.

Como se prevenir?

A prevenção do golpe do motoboy passa por dois processos: saber como ele funciona e agir do jeito certo para se proteger. O primeiro passo você já deu. Agora é hora de ver como agir caso receba uma ligação desse tipo e se livrar da situação.

A primeira coisa que você deve fazer é manter a calma. É claro que é mais fácil falar do que fazer, mas os criminosos contam com o fato de que você perderá o controle com a situação. Aliás, mais do que isso, eles montam o golpe para induzir a perder a calma.

Isso mesmo: com técnicas de engenharia social (como obter os seus dados reais por vias criminosas e usá-los para “confirmar” sua identidade), eles criam um senso de urgência. A ideia é que a vítima fique tão agitada para resolver o problema que não perceba que é um golpe. É por isso que é muito importante manter a calma nessas situações.

Em seguida, você deve se recusar a dar informações por telefone, WhatsApp ou e-mail para qualquer pessoa. O seu banco nunca vai pedir a senha ou o número do seu cartão de crédito. Por isso, não importa o quão realista seja a ligação, nunca forneça esses dados a terceiros.

Quando receber a ligação e os golpistas pedirem os dados, se recuse a fornecê-los e desligue o telefone. Depois, espere por 10 minutos e entre em contato com o seu banco por canais oficiais. Pode ser o número de telefone cadastrado no site ou o aplicativo no seu celular. Nesse contato, explique o que aconteceu. O atendente (esse, sim, de verdade) vai orientar sobre o que fazer.

O que fazer depois de cair no golpe do motoboy?

Caso já seja tarde demais e você já tenha caído no golpe do motoboy, o que deve fazer? Não se preocupe, pois a gente explica: a primeira coisa, novamente, é manter a calma. Quanto mais agitados ficamos, mais difícil é tomar decisões racionais, lembrar de detalhes e agir do jeito certo. Portanto, não adianta se culpar pela situação. O que aconteceu, aconteceu. O foco deve ser em reduzir os danos.

Depois de se tranquilizar, bloqueie o seu cartão de verdade. Se tiver conta em bancos digitais, pode fazer isso pelo aplicativo. São poucos toques até achar a opção de bloquear o cartão. Em seguida, abra um boletim de ocorrência com a polícia. Existe a possibilidade de fazer isso por Internet, telefone ou presencialmente. Nessa hora, seja o mais detalhista possível. Conte tudo que aconteceu, o número de telefone que ligou e o que mais você tiver.

Por fim, entre em contato com o seu banco ou operadora do cartão para pedir o ressarcimento das compras feitas pelos bandidos. As empresas da área já têm protocolos para lidar com essa situação.

No raro caso de o banco não dar o ressarcimento do valor gasto pelos criminosos, o consumidor tem a possibilidade de entrar com uma ação judicial. Pode-se citar a Súmula 479 do STJ, que diz que as empresas financeiras respondem pelos danos gerados via “fraudes e delitos praticados por terceiros no âmbito de operações bancárias”.

Pronto! Agora você já sabe o que é o golpe do motoboy, como se prevenir dele e o que fazer caso tenha sido vítima. Lembre-se de que um dos elementos que os golpistas usam para fazer a fraude parecer mais realista é mencionar dívidas. Se for o caso, você pode usar a emDia para negociá-las.

Com poucos cliques, o cadastro é feito em nossa plataforma, verificando todas as dívidas que podem ser negociadas por aqui. Caso tenha alguma, é só analisar as condições que estão disponíveis, ver se aceita o acordo ou fazer uma proposta. Com a emDia, você consegue descontos de até 98% e parcela o débito em até 120 mensalidades, dependendo de cada contexto.

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Rodrigo

por Rodrigo