Entenda o que é economia colaborativa e quais seus benefícios!

04 de agosto / 2021 (atualizado)

Com base na ideia de compartilhamento de recursos e na valorização da experiência do uso em detrimento da posse de bens, diversas empresas estão revolucionando a economia e movimentando recursos ao redor do mundo.

É nesse contexto que se encontra a chamada economia colaborativa, um modelo de negócio inovador sustentado pela disseminação de novas tecnologias, com uma visão diferente sobre o uso dos recursos disponíveis.

Você pode até nunca ter escutado esse termo, mas certamente já aderiu a essa modalidade comercial, utilizando serviços como Airbnb e Uber. Inclusive, em 2016, o Brasil foi considerado o líder em iniciativas de economia colaborativa na América Latina.

Para que você saiba mais sobre o assunto, explicaremos, neste artigo, o que é a economia colaborativa, quais os seus benefícios e como ela pode ser útil. Continue a leitura e confira!

O que é economia colaborativa?

Também chamada de economia compartilhada, essa modalidade pode ser entendida como um ambiente socioeconômico construído em torno do compartilhamento de recursos humanos, físicos e intelectuais. Ou seja, consiste no acesso a bens e serviços por meio de formas de compartilhamento no lugar da compra.

A economia colaborativa propõe alternativas para o modelo tradicional, que visa somente o lucro e leva ao esgotamento dos recursos. Nesse sentido, o modelo de economia consciente assegura que os recursos naturais não sejam esgotados, e que questões como a sustentabilidade sejam consideradas, reduzindo os custos para todos.

Logo, essa é uma maneira de proporcionar acesso e poder de consumo de forma escalável e com uma projeção muito mais abrangente, assim como de promover uma economia sustentável.

Como ela funciona?

A economia colaborativa funciona através de aluguéis, de doações, de empréstimos ou em outros formatos de negociação. Trata-se de um negócio bastante simples em que os consumidores obtêm o que precisam com outras pessoas ou empresas, e não necessariamente recorrendo a grandes organizações.

Ou seja, a economia compartilhada sugere não só um novo modelo de negócios, mas sim um modo diferenciado de se viver e de observar as relações de consumo.

Pode-se dizer, de certa forma, que a proposta é preservar aquele velho costume de pedir emprestado algo que você precisa para algum conhecido, promovendo o consumo consciente e o acesso a bens e serviços.

Exemplos práticos de economia colaborativa

Na prática, as iniciativas da economia compartilhada podem ser observadas a partir de três modalidades básicas:

  1. sistemas de produtos e serviços: é quando a pessoa não paga pela propriedade de um produto, mas sim pela sua utilização — como exemplo, temos o Airbnb, na modalidade de hospedagem, o Blablacar, de mediação de caronas, e o My Open Closet, para partilhar roupas;
  2. mercados de redistribuição: nessa categoria, o produto troca de dono — Estante Virtual, Enjoei, Mercado Livre e OLX são exemplos de sites em que é possível anunciar itens que não são mais usados;
  3. estilo de vida colaborativo: são as iniciativas de usuários que impulsionam um estilo de vida baseado na troca, doação ou compartilhamento de recursos — um exemplo são as campanhas de crowdfunding, como o Kickstarter e a Wikipédia, em que as pessoas usam plataformas para divulgar e apresentar seus projetos em busca de apoio financeiro.

Além desses exemplos, é possível pensar em iniciativas mais simples, como pedir emprestado um equipamento para um amigo, ir para o trabalho de bicicleta, alugar roupas para eventos incomuns, alugar escritório compartilhado, entre outros.

Os custos desses serviços serão muito menores e você não vai gastar para comprar um produto que terá pouca utilização. Além de fomentar o senso de comunidade, é uma forma, até mesmo, de aumentar o seu score de crédito.

Quais os benefícios da economia colaborativa?

Sabemos que esse modelo de negócio oferece diversos benefícios tanto para os fornecedores quanto para os consumidores. Sem dúvidas, os principais estão relacionados à diminuição do uso dos recursos naturais, ao combate do consumo excessivo e ao estímulo das conexões individuais.

Como dito, a proposta de sustentabilidade, por meio do compartilhamento de produtos e serviços, é a principal vantagem do modelo. Com ela, temos a redução do uso de matérias-primas e de desperdícios de forma significativa.

Além de facilitar o consumo de bens e serviços e possibilitar a redução de custos, o modelo possibilitou o desenvolvimento de novos tipos de trabalho, visando o aumento da cooperação entre as pessoas envolvidas.

Nesse aspecto, o papel dos empresários também mudou, pois eles foram instigados a fazer parte dessa nova ordem, obtendo mais chances de expor seus produtos e de criar serviços mais práticos, como o uso do PIX como forma de pagamento.

Além disso, na economia colaborativa, destaca-se quem oferece a melhor experiência no consumo de bens e serviços. Como consequência, existe um esforço natural dos fornecedores em elevar seus níveis de produção e de atendimento, possibilitando um serviço de qualidade.

Como aplicar a economia colaborativa na sua vida?

Primeiramente, a aplicação da economia colaborativa na sua vida deve começar com a mudança de mentalidade ligada à maneira como as relações econômicas são estabelecidas. Isso porque o modelo propõe uma mudança cultural, na qual as pessoas se preocupam com a sustentabilidade e, ao mesmo tempo, buscam novas formas de consumir.

Nesse caso, para aderir ao modelo, é possível adotar ações simples, como trocar o transporte individual pelo serviço de Uber junto aos colegas que residem perto da sua casa, assim como vender pertences que não utiliza mais e estão parados.

A mudança de hábitos de consumo também é relevante. Estamos acostumados a adquirir produtos que achamos precisar e que, muitas vezes, são usados em poucas ocasiões. Portanto, quando for comprar um item, pergunte se realmente precisa daquilo. Isso ajuda a entender se sua escolha é uma necessidade ou um impulso.

Como você pôde ver, a economia colaborativa é um modelo que faz as pessoas repensarem os seus hábitos e adotarem uma postura mais consciente frente ao consumo de bens e serviços. Além da tecnologia, que oferece as condições ideais para o compartilhamento e a colaboração, o cenário de crise econômica favorece a busca por economizar dinheiro, o que torna esse tipo de consumo uma alternativa eficiente.

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por emDia