Negociação de dívidas: saiba como fazê-la da melhor forma!

14 de julho / 2020
O excesso de endividamento nos coloca em uma situação bastante difícil. As dívidas consomem boa parte do nosso orçamento e, com isso, fica cada vez mais difícil pagá-las. Diante desse quadro, é comum que as pessoas contraiam outras dívidas para pagar as primeiras e, com isso, entrem em uma grande bola de neve até que chega o momento em que não dão mais conta de honrar com os compromissos.

Isso leva ao temido nome sujo e pode causar consequências ainda mais graves, como títulos protestados em cartório e — pior — a ações judiciais. Além do cenário econômico desafiador do país, outro fator comum que leva ao superendividamento é o descontrole financeiro.

Sabemos que esse é um assunto que tira o sono das pessoas e causa uma série de restrições. Pensando em ajudar você a sair dessa situação, elaboramos este artigo com dicas que funcionam na negociação de dívidas. Confira!

 

Entenda a importância da negociação de dívidas

A concessão de crédito é um ato de confiança. Quando você faz um financiamento para comprar um imóvel ou outro bem qualquer, quando assina um contrato se comprometendo a pagar as mensalidades da escola dos seus filhos ou quando faz uma compra no cartão de crédito, isso significa que a outra parte deu um voto de confiança para você.

Ao deixarmos de honrar nossos compromissos, há consequências para os dois lados. A pessoa ou empresa que estava contando com aquele dinheiro não recebe, e isso pode afetar o negócio dela. Níveis de inadimplência muito altos são responsáveis pelo fechamento de muitas empresas.

Já para o consumidor, elas passam pela negativação do CPF nos birôs de crédito, como Serasa e SPC Boa Vista, e podem seguir para protesto extrajudicial e até para ações judiciais. Em alguns casos, podem levar à perda de bens e até mesmo ao arresto de valores em contas bancárias, quando assim determinado pela Justiça.

Dessa forma, ficar inadimplente gera muitas restrições, causando mais dificuldade para conseguir qualquer tipo de crédito e até para fazer algumas operações do dia a dia, como alugar um imóvel. Por isso, a negociação de dívidas é o melhor caminho. Ela permite que você encontre formas de quitar seus compromissos dentro das suas possibilidades, limpando seu nome e trazendo de volta o controle sobre a vida financeira.

 

Conheça as dúvidas mais comuns sobre o assunto

Quando a pessoa se vê endividada, muitas vezes não consegue identificar direito como aquilo aconteceu, por que a dívida chegou àquele valor, além de não saber a quem recorrer para resolver a situação. Para ajudar você a se orientar no assunto, listamos as principais dúvidas que surgem. Veja a seguir.

 

Onde buscar ajuda?

Hoje em dia, é possível negociar dívidas online as dívidas com empresas e bancos. A emDia é uma plataforma digital que permite fazer esse processo de forma totalmente online, com rapidez, segurança e sigilo absoluto. Assim, você não precisa sair de casa nem atender telefonemas que podem ser constrangedores em horários impróprios.

Além disso, é comum que haja descontos bastante significativos em relação ao valor total da dívida, especialmente para quem pode quitar à vista. Na emDia, por exemplo, os descontos podem chegar a 98%!

Mesmo que esse não seja o seu caso, é possível encontrar condições de pagamento que caibam no seu bolso e que permitam que você limpe seu nome e volte a ter controle sobre a sua vida financeira.

Além da vantagem do desconto, as plataformas mais modernas costumam ter uma linguagem mais humanizada, por entenderem que ninguém fica endividado porque quer. É bem diferente de um conceito de cobrança que predominava há até pouco tempo, em que a pessoa era perseguida por ligações e era tratada quase como um criminoso.

 

Como se organizar para conseguir cumprir o que foi negociado?

Também é relativamente comum que as pessoas negociem um acordo e depois tenham dificuldade em cumpri-lo, especialmente se envolver um parcelamento mais longo da dívida. Isso acontece por vários motivos. Um deles é o fato de que, muitas vezes, o consumidor aceita uma parcela que compromete muito do orçamento dele. Dessa forma, ele tem que viver no limite por muito tempo.

O problema é que apertar demais o cinto por um período prolongado é bastante difícil. Pense, por exemplo, em um refinanciamento da dívida em 24 ou 48 parcelas. Muita coisa pode acontecer em quatro anos, não é mesmo? Por isso, faça simulações e encontre uma parcela que você realmente consiga pagar.

Caso você não dê conta de arcar com aquele compromisso se tiver que comprar um remédio a mais ou trocar uma peça do seu carro, é sinal de que aquele valor ainda não cabe no seu orçamento.

Além disso, é preciso estar aberto a rever seu orçamento. Descer um pouco o padrão de vida é melhor do que ficar endividado, até porque o endividamento é uma âncora permanente que puxa sua vida financeira para baixo. Não tenha medo de cortar custos para conseguir se livrar desse problema. Você vai ver como isso vai trazer tranquilidade e permitir que você progrida e consiga atingir suas metas financeiras e realizar seus sonhos.

Para isso, liste todas as suas despesas. Seja o mais honesto e realista possível. Com essa lista em mãos, veja o que é possível cortar ou renegociar. Pacotes de TV por assinatura, de celular, academia, assinaturas de serviço. Pense no que você realmente usa e do que pode abrir mão.

Olhe, inclusive, para as despesas mais altas, como aluguel e escola dos filhos. Pode ser interessante mudar para um imóvel com aluguel mais barato ou taxa de condomínio menor ou colocar os filhos em uma escola com mensalidade mais acessível para conseguir uma folga no orçamento e conseguir colocar a vida financeira em ordem.

Caso tenha dificuldade para fazer seu orçamento sozinho, existem diversos aplicativos de organização financeira no mercado que podem ser muito úteis para ajudar você nessa missão.

 

Quais dívidas devem ser priorizadas?

Aqui existem duas regras básicas. Priorize as dívidas mais caras e aquelas que podem trazer as consequências mais graves para você. Em primeiro lugar, faça um levantamento de todas as suas dívidas e descubra quais são os juros, multas e encargos que está pagando sobre cada uma delas. Com isso, você saberá quais são as mais caras e, portanto, as que mais vão crescer caso não sejam quitadas.

Além disso, algumas dívidas podem ter consequências mais sérias. Atrasar as parcelas de um financiamento imobiliário ou de um veículo, por exemplo, leva à perda do bem rapidamente e você ainda pode ficar com a dívida. A mesma coisa vale para um empréstimo que tenha um bem como garantia. Se deixar de pagar a mensalidade escolar, você não conseguirá rematricular seus filhos no ano seguinte.

 

O que fazer antes de entrar em contato com os credores?

Um dos benefícios que o avanço tecnológico proporcionou é a possibilidade de negociar as dívidas e limpar seu nome sem nunca ter que encontrar os credores. É uma solução na qual todo mundo sai ganhando. O credor recebe, que é o que ele quer, e o consumidor pode fazer essa negociação totalmente online, sem precisar sair de casa, sem nenhum constrangimento e simulando propostas até encontrar uma que caiba no seu orçamento.

É para isso que existem as plataformas online de negociação de dívidas. Agora, isso não quer dizer que você não precise se preparar antes. Calcule qual é o limite que você pode aceitar para conseguir honrar aquele compromisso, levando em consideração todas as questões que mencionamos anteriormente.

Uma dica: se você tiver um valor para dar de entrada pode conseguir quitar a dívida com um grande desconto. Lembre-se de que a outra parte tem tanto interesse em encerrar o assunto quanto você. Se estiver usando uma plataforma digital, ela já vai mostrar para você o valor com desconto para quitar a dívida.

 

Quais são os seus direitos na negociação de dívidas?

Não é porque você está endividado que não tem nenhum direito. O Código de Defesa do Consumidor (CDC) estabelece limites para a cobrança de dívidas e para a forma como o devedor pode ser tratado. Em primeiro lugar, ele determina que ninguém pode ser colocado em situação vexatória, exposto ao ridículo ou submetido a qualquer tipo de constrangimento ou ameaça ao receber a cobrança de uma dívida.

As ligações de cobrança devem respeitar o horário comercial e correspondências por escrito não devem trazer à vista no envelope o aviso de que se trata de uma cobrança. Isso quer dizer que a empresa pode usar meios lícitos para cobrar, mas não pode abusar desses meios, o que caracteriza constrangimento. A emDia preza pelo atendimento humanizado e tem como um de seus diferencias não fazer ligações de cobrança.

O artigo 71 do CDC prevê pena de detenção de três meses a um ano para quem “utilizar, na cobrança de dívidas, de ameaça, coação, constrangimento físico ou moral, afirmações falsas incorretas ou enganosas ou de qualquer outro procedimento que exponha o consumidor, injustificadamente, a ridículo ou interfira com seu trabalho, descanso ou lazer”.

Todas as informações sobre a dívida devem ser claras! O consumidor tem direito de saber não apenas qual é o valor da parcela, mas também as taxas de juros aplicadas, multas, outros encargos e o valor total da dívida.

Além disso, nem tudo pode ser penhorado para pagar dívidas. Alguns exemplos do que não pode ser penhorado: salário, único imóvel da família e móveis e utilidades domésticas, como geladeira, fogão etc.

Os consumidores também precisam ser notificados com antecedência mínima de 10 dias antes que seus nomes sejam inscritos nos serviços de proteção ao crédito.

 

Quais são os melhores períodos para negociar?

Sim, existem alguns momentos que podem ser melhores para fazer esse tipo de negociação. Os últimos meses do ano costumam ser favoráveis para isso, porque as empresas preferem levar o menor nível de inadimplência possível para o período seguinte. Por isso, estão mais dispostas a negociar.

Os feirões e mutirões de negociação também são um bom espaço de negociação. Quando as empresas estão ali é porque querem resolver a questão e costumam ir com propostas bem atraentes.

Fora isso, como dissemos, se você tiver um valor razoável para propor a quitação da dívida, existe uma boa chance de conseguir fechar negócio.

 

Saiba quais são os erros mais comuns na negociação de dívidas

Agora que já falamos do que fazer para negociar as dívidas, é importante destacar também o que não fazer, ou seja, os erros que podem colocar todo o esforço a perder. Vamos lá?

Não ter atenção aos prazos

Perder os prazos que foram acordados na negociação pode ser um grande problema. Quando fazemos uma renegociação, é preciso cumprir o combinado religiosamente em dia. Caso contrário, pode configurar quebra do acordo, e a situação volta à estaca zero, perdendo eventuais descontos e outros benefícios que tenham sido negociados.

Fazer outras dívidas

Outro erro que infelizmente acontece bastante é voltar a se endividar. Algumas pessoas têm muita dificuldade em controlar compras por impulso e vivem endividadas. Em alguns casos, vale a pena inclusive procurar apoio de especialistas para ajudar nessa mudança de hábitos.

Procure saber mais sobre o que é educação financeira e entender como planejar o orçamento, começando por construir uma reserva de emergência que vai impedir que você se afunde em dívidas novamente caso haja algum imprevisto.

Não pesquisar as melhores condições

Muitas pessoas fecham a negociação antes de pesquisar a fundo todas as opções possíveis. Isso pode fazer com que você deixe de ter melhores condições, como juros mais baixos, maior prazo de pagamento ou um valor menor para quitar a dívida à vista.

Não prestar atenção às cláusulas do contrato

Esse é um item que muita gente deixa de fora. Como em qualquer contrato, é preciso saber exatamente com o que você está se comprometendo. Não tenha pressa e tire um tempo para ler o contrato com calma. Assim você evita eventuais surpresas desagradáveis.

Não separar as contas empresariais das pessoais

Muitos pequenos empresários cometem esse erro. Misturar as contas pessoais com as da empresa é receita certa para perder o controle das duas frentes. Mantenha as contas separadas e em ordem, de forma que você possa se planejar melhor.

 

Entenda o que acontece se a dívida negociada não for paga

Quando você faz a negociação da dívida e não cumpre o acordo, o contrato é quebrado e, por isso, perde a validade. Nesse caso, o credor pode retomar as cobranças nas mesmas condições de antes da negociação, desconsiderando quaisquer vantagens ou descontos que tenham sido dados na negociação.

Isso significa que o consumidor corre o risco de voltar a ter seu CPF negativado e todas as outras consequências de antes: restrições de crédito, cobrança extrajudicial e cobrança judicial. Por isso, é importante reforçar mais uma vez que o acordo deve ser avaliado com calma e só deve ser fechado se o consumidor estiver certo de que vai conseguir honrá-lo.

Pronto, agora você já sabe como funciona a negociação de dívidas e tem todas as informações para conseguir retomar o controle da sua vida financeira. Por mais difícil que seja essa situação, é importante que você saiba que sempre existe saída. O importante é se organizar e dar os primeiros passos.

 

Consulte as condições que a emDia tem para te oferecer na sua negociação de dívidas!

Ir para o site da emDia

Marcella Menasce

por Marcella Menasce