Como organizar as contas da casa? Dicas para ficar sem dívidas.

17 de outubro / 2019 (atualizado)

Se você está tentando equilibrar sua vida financeira já deve ter percebido que saber como organizar as contas da casa não é lá uma tarefa das mais fáceis.

Não vamos mentir dizendo que existe uma fórmula mágica. Mas, neste post, vamos te dar algumas dicas para que as contas de casa não se tornem dívidas — e para que as dívidas que já existem não impactem nas contas de casa.

Pareceu confuso? Então, vem com a gente, que você vai entender:

  • por que as famílias brasileiras estão endividadas;
  • dicas práticas para organizar as contas da casa e sair do sufoco.

Por que as famílias brasileiras estão endividadas?

homem com calculadora fazendo conta para evitar novas dívidas

De acordo com a CNC, o percentual de famílias endividadas no Brasil chegou a 67,5% em agosto de 2020. Esse número nos diz muito mais do que apenas o fato de que a maioria das famílias brasileiras têm algum tipo de dívida.

Ele é o resultado da falta de educação financeira na base de formação das pessoas. E isso se soma a um cenário de alto desemprego, quando comparamos o Brasil com outros países da América Latina, por exemplo.

Uma coisa leva a outra: sem o conhecimento adequado das finanças, vêm problemas de uso excessivo do cartão de crédito e suas altíssimas taxas de juros. Todos esses valores não previstos acabam comprometendo outras contas básicas da casa — aluguel, energia elétrica etc. — e, quando acordamos, tudo já virou uma bola de neve.

Mas então a culpa é toda do cartão de crédito?

CPF na nota fiscal

A resposta para essa pergunta é não. A falta de um planejamento financeiro pessoal impede que a gente tenha também a famosa “reserva de emergência”, aquele dinheiro que separamos todos os meses para futuros imprevistos.

Se vai muito bem, essa reserva pode não parecer tão importante. Porém, imagine só um vazamento nas tubulações da sua casa ou um familiar doente que precisa passar por um tratamento de saúde imediato.

Hoje você teria essa grana disponível? Ou se enrolaria com empréstimos para arcar com os custos? Se você respondeu que teria dinheiro suficiente, sem comprometer a sua renda: parabéns!

Segundo a Anbima, 52% dos brasileiros não têm essa reserva destinada às emergências. Agora, se como a maioria, a sua resposta foi recorrer aos empréstimos, você precisa muito conferir com ainda mais atenção as próximas informações.

O que pode ser feito para organizar as contas de casa?

porquinho amarelo sobre mesa e casal ao fundo poupando para investir em metas

Como vimos acima, motivos para dívidas cruzarem nossos caminhos não faltam. Aprender a lidar com o dinheiro, então, é a melhor solução. E assim começa a nossa lista de dicas!

1. Conheça sua realidade financeira

Não é viável falarmos de organização das contas de casa quando não sabemos como está o equilíbrio entre gastos e ganhos, certo? Por isso, separe uma planilha a fim de listar todas as entradas que terá no mês.

Aqui conta o seu salário, remunerações variáveis, comissões e até projetos autônomos. Vale lembrar que remunerações são todos os ganhos que você recebe em troca de algum trabalho ou ação. Por exemplo:

  • horas extras;
  • dividendos de investimentos;
  • décimo terceiro salário;
  • férias;
  • vale-alimentação e vale-transporte.

Feito isso, chegou a hora dos gastos. Nesse momento, você pode ser ainda mais detalhista e separar gasto fixo de variável. O primeiro tipo é aquele que a gente sempre tem (e que o valor é o mesmo). Já o segundo tipo são despesas que não temos todos os meses ou cujo valor varia de tempos em tempos.

Só com esse exercício simples você já vai ter uma ideia se os gastos estão extrapolando o que você ganha. Também dá para ver com clareza o que precisa ser cortado. Ao criar o hábito de anotar tudo o que consumir, será fácil identificar hábitos que precisam ser modificados e os principais “vilões” das suas finanças.

Para melhorar, existem vários aplicativos que fazem essa gestão financeira. Alguns são de celular — o que deixa tudo mais fácil. Afinal, você tem o controle literalmente na palma da mão. Sempre que estiver em um mercado, por exemplo, já pode registrar os gastos na hora!

Além do mais, muitos desses aplicativos fazem sincronização com sua conta bancária. Assim, eles atualizam seus gastos no cartão automaticamente. Muito bom, não é?

2. Divida seus ganhos para organizar as despesas

Já ouviu falar da regra dos 50-35-15? Apesar de termos falado no início deste post que não existe fórmula mágica para controlar as finanças, essa técnica pode ajudar bastante na organização das contas de uma casa.

Ok, mas o que é essa regra? Ela consiste em dividir sua renda em:

  • 50% para as principais contas da casa: água, luz, telefone, médico, alimentação etc.;
  • 35% para gastos extras: lazer, viagens ou alimentação fora de casa;
  • 15% para a reserva de emergência: que pode te salvar das dívidas em momentos críticos.

A reserva de emergência é uma espécie de poupança que pode ser usada em situações atípicas. É importante manter essas economias para evitar dívidas ou precisar de empréstimos de última hora, quando um imprevisto ocorrer, combinado?

Alguns especialistas sugerem que a reserva de emergência seja equivalente a mais ou menos 6 meses dos gastos mensais da pessoa. Ou seja, se você tem R$2.500,00 de gastos mensais, precisaria ter R$15.000,00 de emergência.

Esse prazo é escolhido porque garante tranquilidade por um bom período e você vai ter tempo para colocar as coisas em ordem. Montar uma reserva de emergência, no entanto, não é tarefa fácil. É necessário muito planejamento e disciplina se quiser conseguir esse objetivo. Veja algumas boas práticas:

  • saiba quanto você vai precisar na reserva de emergência (6 meses dos seus gastos);
  • organize o orçamento de modo a sobrar dinheiro no fim do mês;
  • tenha uma meta realista de poupança mensal;
  • aplique o dinheiro da reserva de emergência para manter seu poder de compra.

Quando a reserva de emergência já estiver pronta, lembre-se de aplicá-la em uma opção de investimento que tenha 3 características: segurança, liquidez diária e rendimento acima da inflação. Desse jeito, você protege a sua rede de segurança e pode acessá-la quando quiser.

Algumas opções de aplicações que cumprem esses requisitos são:

  • Certificado de Depósito Bancário (CDB);
  • Tesouro Direto;
  • Fundos de Renda Fixa.

3. Priorize as contas que forem urgentes

Se ao planejar como organizar as contas o resultado foi um pouco assustador, com mais dívidas do que dinheiro sobrando, é hora de arregaçar as mangas e mudar a realidade. Para isso, é importante aprender o que pagar primeiro na hora de lidar com essas obrigações.

O primeiro ponto a priorizar é pagar as suas contas recorrentes, como aluguel, conta de luz, água, gás, internet e outras. Existem duas razões para isso:

  • as contas continuam vindo, afinal, elas são recorrentes e não pagá-las significa entrar numa bola de neve financeira;
  • não pagar essas contas pode gerar corte de serviços básicos à sobrevivência.

Em segundo lugar, devemos priorizar as dívidas com maior taxa de juros. Isso porque quanto maiores os juros, mais cara é aquela dívida no médio e longo prazo.

Uma dívida de R$1.500,00, com juros de 10% ao mês, chega a R$2.657,34 em apenas seis meses, por exemplo. Já uma dívida de R$2.000,00, com juros de 20% ao ano (1,5309% ao mês), cresce somente até R$2.400,00 em 12 meses.

4. Modifique hábitos e corte gastos desnecessários

A melhor maneira de organizar as contas da casa e se livrar das dívidas futuras é mudando seus hábitos, como as compras por impulso. Analise o diagnóstico que você fez da sua realidade financeira e pense no que pode ser feito para economizar.

O primeiro passo é dividir seus gastos mensais nos seguintes grupos:

  • contas essenciais, como aluguel, comida, conta de luz, água e gás;
  • despesas importantes, que ajudam no conforto e na qualidade de vida das pessoas, como carro, internet, vestuário e outros;
  • gastos supérfluos, que poderiam ser cortados sem grandes prejuízos, como idas ao cinema, restaurantes e mais.

Fazer essa divisão ajuda a entender quais são suas opções ao cortar gastos. Comece sempre com as despesas supérfluas, pois elas são as que menos vão fazer falta e que mais atrapalham. E se as finanças estão apertadas, todos da família terão de contribuir, viu?

Você pode diminuir o número de lanches pedidos via delivery, por exemplo. Em vez de sair toda semana para ir ao cinema, assine um serviço de streaming para ver filmes todos os dias.

Depois de cortar gastos supérfluos, veja maneiras de substituir outros custos por versões mais baratas:

  • invista em energia solar para economizar até 95% da conta de luz;
  • faça uma lista de compras antes de ir ao supermercado;
  • troque o carro por um modelo que gaste menos combustível;
  • reduza o pacote de internet e TV a cabo;
  • pesquise pelos gastos invisíveis na sua rotina;
  • busque serviços bancários mais baratos, como uma conta digital;
  • verifique quanto você gasta de telefone fixo ou móvel e pense na possibilidade de cortar o gasto;
  • instale um sistema que reaproveite a água da chuva.

5. Planeje o que fazer com a renda extra

O 13º salário, as férias, o FGTS e outros ganhos extras podem passar de uma ajuda com as contas para uma armadilha perigosa à saúde financeira. Não é porque você ganhou um valor a mais que deve gastá-lo sem pensar, ou com algo que não precisa, concorda?

Separe a quantia necessária para pagar suas contas habituais e estude com inteligência o que vai fazer com esse dinheiro. Investir na reserva de emergência é uma sábia decisão! Mas existem outras boas ideias, quer ver só?

Uma opção é investir o dinheiro em novas fontes de renda. Se você for do tipo conservador para aplicações — que prefere um rendimento menor em troca de maior segurança —, pode investir em títulos do Tesouro Direto.

Algumas versões pagam juros semestrais, o que significa receber um dinheiro a cada 6 meses. Já se você for do perfil mais agressivo, pode ganhar uma renda recorrente investindo em Fundos Imobiliários. Alguns deles recebem aluguéis dos imóveis e repassam aos investidores.

Se aplicações financeiras não são sua praia, entretanto, é possível fazer outros investimentos. Dá para investir essa grana extra, por exemplo na entrada de um apartamento pelo programa Minha Casa, Minha Vida, reduzindo seus gastos com moradia.

6. Coloque as contas no débito automático e tenha o DDA

Muitas vezes, as pessoas até têm dinheiro para lidar com as despesas. Contudo, uma vez que não sabem como organizar as contas da casa, acabam tendo problemas do mesmo jeito. Especialmente quando deixam as contas vencerem simplesmente por se esquecerem de pagar!

Uma maneira fácil de lidar com isso é com o débito automático e o DDA. São duas opções que automatizam e facilitam o pagamento das contas. Assim, você não se esquece mais de nenhum compromisso e evita arcar com multas, juros e outros problemas.

O débito automático é um recurso disponibilizado por bancos e permite o pagamento automatizado de contas. Basta registrá-las em seu banco, que ele vai fazer o pagamento automaticamente quando chegar a data de vencimento. Só é importante ter o dinheiro na sua conta no dia.

O DDA, por sua vez, é algo bem parecido. A sigla vem do termo Débito Direto Autorizado. Basicamente, é um processo em que um credor (como uma empresa prestadora de serviço) envia um boleto diretamente à sua conta.

7. Invista em educação financeira

Uma última dica importantíssima a quem quer saber como organizar as contas da casa é investir em conhecimento. Isso significa, na prática, investir tempo livre e até dinheiro em vídeos, livros e aulas de todos os tipos.

É o que você está fazendo agora, por exemplo, aqui com a gente, lendo este post! Isso é essencial porque há muita coisa a aprender sobre o assunto. Quanto mais sabemos, melhor é nossa prática e mais dinheiro sobra no fim do mês.

Dá pra começar com temas básicos, como gerenciar as contas, poupar mais e substituir custos supérfluos por opções baratas. Em seguida, é só avançar aos assuntos mais complexos, como investimentos e outras formas de usar o dinheiro a seu favor.

Daí você vai descobrir qual é seu perfil de investidor, as aplicações mais indicadas e como alcançar suas metas financeiras. Agora, só dá para alcançar esse sonho da liberdade financeira se você construir um bom alicerce — e isso significa se livrar das dívidas.

A parte boa é que se tornou muito mais fácil limpar o seu nome desde que a emDia apareceu. Nossa plataforma permite que, em menos de 5 minutos, você faça uma pesquisa com seu CPF e descubra se é possível negociar alguma das suas dívidas com a gente. Se sim, basta ver qual é o desconto oferecido pelo pagamento. Eles podem chegar a 98%, sabia?

Se não gostar da proposta disponível, você pode apresentar outra proposta de pagamento e ver se o credor aceita. Depois do acordo finalizado, é só gerar o boleto e dar o primeiro passo rumo à sua independência financeira, sem mais problemas em como organizar as contas da casa.

E aí, gostou das dicas? Tudo pronto para alcançar voos maiores? Então, comece agora mesmo consultando seu CPF na emDia!

Marcella Menasce

por Marcella Menasce