Planejamento financeiro pessoal: qual é a importância e como fazer?

24 de maio / 2021 (atualizado)

É verdade que a vida financeira é bastante complicada. Especialmente aqui no Brasil, onde não aprendemos muita coisa sobre o assunto na escola, não é mesmo? Para se ter uma ideia, um teste da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostrou que apenas 3 em cada 10 brasileiros conseguem responder a uma pergunta sobre juros compostos.

No entanto, o planejamento financeiro ajuda a descomplicar essa situação. Com ele, você guarda dinheiro e fica mais fácil alcançar as suas metas, sejam elas quais forem. Mas, se isso parece praticamente impossível para você, a boa notícia é que basta organização e muita disciplina.

Quer aprender como usar essa ferramenta na sua vida financeira? Então, siga a leitura e saiba mais!

O que é planejamento financeiro pessoal e qual a sua importância?

Como o próprio nome já indica, o plano de finanças pessoais é o mapeamento de gastos, ganhos e compromissos financeiros com a intenção de atingir um objetivo. Com ele, você organiza seu dinheiro para que ele possa ser utilizado da melhor maneira possível, evitando atrasos e gastos desnecessários.

Na prática, esse plano funciona como uma espécie de mapa para que você tenha clareza sobre sua renda e despesas e onde precisa economizar mais, controlando tudo o que entra e sai nas suas finanças.

Assim, dá para evitar dívidas e ficar mais próximo das suas metas pessoais, bem como começar a investir o seu dinheiro e tomar decisões melhores sobre suas finanças. Por exemplo, decidir se comprar aquele sapato tão sonhado é realmente necessário.

Saber como usar essa ferramenta é essencial para conquistar uma vida financeira mais tranquila e satisfatória. Afinal, ajuda a colocar em prática tudo o que você sabe sobre educação financeira, como ter controle do orçamento, lidar com imprevistos e guardar para realizar seus objetivos.

Planejar sua vida financeira é uma maneira de tirar um pouco a emoção de campo e limitar a possibilidade de erros. Dessa forma, dificilmente um problema com dinheiro será grande o suficiente, pois sempre haverá caminhos para resolver as situações que aparecerem.

Como fazer um planejamento eficiente?

Agora que você já entendeu o que é um planejamento financeiro pessoal, é hora de dar o próximo passo e aprender a usá-lo. Afinal, como montar um plano adequado para lidar com seu dinheiro?

Em primeiro lugar, tenha em mente que ninguém nasce sabendo dessas coisas. Por isso, não tem problema errar nas primeiras vezes até aprender. No entanto, lembre-se de que é necessário entender como você lida com o dinheiro e como funcionam suas finanças pessoais.

Com esforço e dedicação, você vai aumentar as chances de alcançar suas metas. Vejamos, a seguir, como fazer um bom plano para o seu dinheiro!

Defina as metas e os objetivos

Você já leu ou assistiu Alice no País das Maravilhas? Se sim, provavelmente se lembra de quando o gato Cheshire diz para a Alice que “para quem não sabe o destino, qualquer caminho serve”.

Essa frase pode ajudar muito na nossa vida financeira, sabia? Isso porque ela fala da importância de definir as suas prioridades. Por isso, o primeiro passo no seu planejamento financeiro é definir suas metas. O que você quer alcançar? Pode ser:

Por meio delas, é possível tornar seus resultados mais palpáveis e verificar se a estratégia está gerando os efeitos esperados. Enfim, seja qual for o seu objetivo, ele é o ponto central do planejamento financeiro pessoal. Nós começamos definindo para onde vamos e, só então, pensamos no caminho.

Escreva os seus gastos

O segundo passo para o seu planejamento financeiro é registrar todas as suas despesas. Isso é necessário porque elas cumprem o papel de obstáculos no caminho para o seu objetivo.

Pense assim: se você não tivesse gasto nenhum na sua vida, poderia guardar toda a sua renda para seus objetivos. No entanto, a vida não é assim, não é mesmo? Precisamos pagar o aluguel, a fatura do cartão de crédito e outras coisas.

Ao anotar todas as despesas, você enxerga o tamanho real que elas têm, assim como tem mais clareza da sua situação financeira atual. Além disso, pode analisar onde há desperdício de dinheiro e tentar cortar esses gastos.

Invista com sabedoria

Realizar investimentos no mercado financeiro é importante para aumentar suas fontes de renda. Existem diferentes formas de guardar dinheiro todos os meses e manter o foco nos seus objetivos. Mas, no geral, podemos destacar dois tipos de aplicações: as de Renda Fixa e as de Renda Variável.

As primeiras são mais seguras e têm rendimento atrelado a um indicador financeiro. O ganho é menor, assim como os riscos. Já as segundas são aplicações sem nenhuma garantia (como ações), mas com ganho potencial enorme.

Estude bastante sobre o assunto antes de investir. Existem diversos investimentos para quem está começando a se organizar financeiramente. Por isso, comece aos poucos. Dessa forma, você cria outras fontes de renda na sua vida.

Faça o acompanhamento das receitas e das despesas

Após ter ajustado os seus gastos mensais e começado a investir, seu planejamento financeiro pessoal entra na fase de acompanhamento. O objetivo é monitorar a execução do seu plano para agir quando necessário.

Nem sempre cumprimos à risca o planejado. Em um mês, você terá um gasto extra, por exemplo. Quando isso acontecer, no entanto, ajuste o plano para consertar o problema no mês seguinte.

Uma dica valiosa é usar uma planilha financeira para anotar sua renda, suas dívidas, suas despesas fixas e variáveis, assim como para contabilizar todos os investimentos que deseja fazer. Com isso, você terá ainda mais controle do seu dinheiro e, claro, poderá se livrar das dívidas.

Realize um orçamento mensal

Você provavelmente sabe quanto ganha todo mês. Afinal, esse valor é disponibilizado na sua conta bancária. Se a sua profissão tem remuneração variável, pode ser que o valor recebido oscile de acordo com o seu desempenho, mas, em geral, esse número é conhecido.

Por outro lado, você sabe quais são os seus gastos? Consegue descrever detalhadamente como cada real foi desembolsado no decorrer do mês? Grande parte das pessoas vai responder que não. Isso precisa ser mudado, pois não é possível ter um controle sobre as finanças e criar um planejamento preciso sem essas informações.

A nossa recomendação é acompanhar seus gastos e estabelecer limites para cada tipo de despesa. Isso porque, sem o domínio das suas contas, o desafio de terminar o mês no azul se torna ainda maior.

Monitore o orçamento

Se o início do ano já passou, não se preocupe, pois sempre dá tempo de começar a fazer um orçamento. Inclusive, um registro dos gastos no passado ajuda a elaborar uma média de consumo. Com isso, é possível dividir as contas em categorias como:

  • alimentação;
  • transporte;
  • educação;
  • vestuário;
  • impostos, entre outras.

Todos esses gastos afetam a sua renda de forma diferente e devem ser contabilizados com rigor. A criação de um orçamento também serve para fazer uma estimativa das despesas no decorrer do ano. O aluguel ou a prestação da casa tendem a ter poucas variações, e as contas de utilidade mantêm uma média no decorrer do ano.

Assim, você constrói um retrato das suas finanças atuais e elabora uma projeção que ajuda a identificar quanto do seu salário já está comprometido com o pagamento das contas.

Por isso, após criar um orçamento, seja no papel, seja em uma planilha eletrônica, o ideal é desenvolver uma rotina de atualizar essas informações periodicamente. Esse hábito faz com que você se torne mais responsável e consciente em relação ao seu consumo.

Tente se livrar das dívidas

Conhecer todas as suas pendências financeiras e se livrar delas também faz parte da estruturação de um planejamento pessoal. Afinal, o endividamento é um dos maiores empecilhos para a conquista do equilíbrio financeiro. Isso ocorre porque as dívidas não permitem que você poupe, invista e planeje o seu futuro.

Além do impacto nas contas, as dívidas causam estresse, afetando assim a sua saúde física e mental. Por esse motivo, é recomendado encontrar formas de contornar essa situação com urgência.

Você pode optar por cortar excessos, o que evita o desperdício de um dinheiro que pode ser usado para quitar dívidas. Também é possível ampliar suas fontes de renda com diversas iniciativas. Aliás, hoje em dia, uma excelente alternativa é usar a internet para ganhar dinheiro.

Nesse sentido, é importante entender que é preciso realizar uma mudança profunda na forma como nos relacionamos com dinheiro e com os compromissos financeiros assumidos.

Avalie o uso do cartão de crédito

O uso do cartão de crédito pode trazer diversas vantagens para o consumidor, incluindo a possibilidade de parcelar as compras e o prazo maior para pagar. Essas vantagens se tornam ainda mais interessantes quando a loja não oferece descontos à vista e não cobra juros pelo parcelamento.

Porém, quando o cartão de crédito não é usado com cautela e consciência, ele pode se tornar um grande problema no orçamento, já que as pessoas acabam consumindo mais do que podem. Por isso, é importante destacar que o uso inteligente do cartão depende principalmente de como está o seu planejamento financeiro pessoal. Para quem tem disciplina e um bom controle das finanças, raramente terá problemas com essa modalidade.

Avalie, portanto, se vale a pena utilizá-lo com frequência e seja cauteloso para não acumular dívidas. O ideal, nesse caso, é não tratar o cartão de crédito como uma renda extra e se endividar pela falta de controle financeiro.

Consuma de forma consciente

Um dos principais desafios de quem busca a independência financeira é não mudar os seus hábitos de consumo. Muitas pessoas têm uma visão muito rígida sobre esse processo e criam restrições que não são sustentáveis em longo prazo quando dão os primeiros passos no planejamento financeiro.

Com isso, o processo se torna mais difícil e, na maioria dos casos, é abandonado no meio do caminho. Mas já parou para pensar que os benefícios superam os obstáculos de forma considerável? Assim, você fica mais perto de conquistar seus sonhos!

O objetivo é ter uma relação positiva com as finanças, e isso só pode ser alcançado por meio do equilíbrio entre os desejos superficiais e as necessidades. A solução é consumir de forma consciente. Mas o que isso significa na prática?

O consumidor consciente é aquele que entende o seu impulso de compra, mas não age de forma imediata. O seu processo de decisão leva em conta a sua satisfação com a compra e as suas limitações financeiras.

Além disso, lembre-se de adequar o seu padrão de vida ao seu orçamento. Faça uma avaliação crítica da sua situação e estabeleça alguns limites para os seus gastos. Também reveja suas despesas para identificar quais podem ser cortadas.

O objetivo é evitar excessos e deixar de fazer parte de uma cultura de consumismo, comprando só o que é necessário e buscando melhores alternativas, inclusive aquelas mais em conta. Como resultado, endividamento é uma palavra que não fará parte do seu vocabulário.

Aprenda mais sobre educação financeira

Nada melhor do que adquirir conhecimento específico para saber lidar com o planejamento e tomar decisões melhores a respeito do orçamento, não é mesmo?

A educação financeira se trata de uma habilidade de entender como o dinheiro funciona. Manter-se atualizado sobre as melhores práticas para organizar o orçamento e poupar dinheiro são atitudes que fazem a diferença a longo do tempo.

O ideal é que o aprendizado se inicie desde cedo, quando criança. Desse modo, a pessoa começa a vida adulta sabendo administrar o dinheiro e o planejamento do futuro. Além disso, é importante que você leia e aprenda constantemente sobre finanças pessoais, que seja disciplinado no controle dos seus gastos e que se preocupe em revisar com frequência seu orçamento e os objetivos financeiros.

Mude seus hábitos financeiros

É verdade que organizar as finanças pessoais não é algo de outro mundo, porém, para que isso dê certo, você precisa mudar alguns hábitos financeiros, como gastar muito, realizar muitas compras parceladas, não poupar dinheiro, utilizar o cartão de crédito com frequência, não organizar seu dinheiro, entre outros.

O ideal é chegar no ponto-chave da questão para resolvê-la da melhor maneira possível. Lembre-se de que a mudança de hábitos financeiros deve ser uma decisão consciente e firme. Só assim é possível modificar de fato a sua realidade e manter as suas contas sempre no azul.

Ter hábitos saudáveis com as finanças permite realizar escolhas melhores. Além disso, eles garantem que tenhamos mais tranquilidade para realizar o que nos faz bem.

Adéque seu padrão de vida ao seu orçamento

O modo com a qual gerenciamos a nossa renda mensal e lidamos com as prioridades e as metas determina o padrão de vida que levamos. Acontece que, nesse caso, é fundamental saber exatamente quais são os seus gastos e como você se relaciona com o dinheiro. Afinal, é muito comum ver pessoas com despesas maiores do que a renda mensal e, sem dúvida, isso não é saudável para o bolso.

Ao analisar o seu planejamento financeiro, você terá uma percepção completa de qual é a realidade das suas finanças hoje. Por exemplo, se no fim do mês não sobrou nenhum valor de sua renda, esse pode ser um sinal de descontrole e de que você não está vivendo conforme o padrão de vida que deveria.

Lidar com as finanças dessa maneira extrema, gastando cada centavo do orçamento, pode resultar em sérios problemas tanto a curto, quanto a médio e a longo prazos, sobretudo se ocorrer algum imprevisto.

Realize uma avaliação crítica do seu padrão de vida e das suas condições financeiras e estabeleça limites para os seus gastos. Isso possibilitará que você reveja suas despesas para identificar quais podem ser cortadas para não desequilibrar o orçamento.

Tenha uma reserva para emergência

Imprevistos são situações difíceis de evitar. A solução é lidar com as suas consequências da melhor forma possível. Para isso, é fundamental contar com recursos que nos permitam contornar esses problemas e minimizar os prejuízos.

Até a pessoa mais organizada já levou o carro para uma simples revisão e descobriu que precisava fazer reparos adicionais ou trocar peças ou mesmo foi surpreendida por um equipamento que começou a dar defeito em casa, precisando arcar com o conserto.

Para todos esses cenários, existem várias soluções possíveis. Pedir empréstimo é uma opção. Há aqueles que preferem usar o limite do cartão de crédito ou o cheque especial e lidar com o aumento da fatura no mês seguinte.

Por outro lado, devemos refletir sobre opções que não resultem em endividamento. A criação de uma reserva de emergência é uma dessas práticas que não gera um peso nas suas finanças e pode ser usada em vários cenários.

Em termos simples, essa reserva é um “pé-de-meia” planejado estrategicamente para garantir a sua qualidade financeira. Em caso de desemprego ou de despesas inesperadas, você terá recursos com os quais pode contar. Dica: confira o nosso canal no YouTube e assista ao vídeo publicado sobre planejamento financeiro!

Quais são os benefícios do planejamento financeiro pessoal?

Já pensou o que seria de uma empresa que não controlasse as suas finanças e o fluxo de caixa? Pois é, essa mesma condição se aplica às pessoas.

Definir um bom planejamento financeiro é o único caminho para manter uma vida financeira estável e tranquila. Esse hábito simples pode fazer toda a diferença no modo como você lida com o seu dinheiro.

Se ainda não se convenceu de que precisa usar um plano financeiro na sua vida, os próximos parágrafos são feitos especialmente para você. Neles, vamos mostrar quais são as vantagens de usar essa ferramenta. Confira!

Controle sobre suas finanças

Um dos principais objetivos do planejamento financeiro pessoal é fornecer controle sobre o seu dinheiro. Ao definir os gastos e traçar estratégias para ganhar mais, sua vida financeira fica sob controle.

Isso diminui aquela sensação ruim de não saber como será o mês atual ou o seguinte. Caso preveja um período mais complicado aqui ou ali, dá pra ajustar e consertar o rumo.

Alcance de metas e objetivos

O planejamento financeiro pessoal permite que você atinja metas e objetivos que tenha em sua vida. Afinal, é justamente para isso que ele serve: criar um caminho entre você e os seus sonhos.

Com o controle das finanças pessoais, é mais fácil ter uma visão clara sobre o que deseja realizar e, sobretudo, sobre o que precisa fazer para alcançar o que quer.

Não se trata de deixar de tomar aquele cafézinho naquela padaria que você tanto ama, tampouco de viver para pagar contas. A ideia aqui é estabelecer prioridades.

Além disso, lembre-se: não existe meta grande demais para um planejamento. Com tempo e disciplina, você tem a chance de alcançar os seus objetivos.

Tranquilidade financeira

O estresse de uma vida financeira conturbada pode ser bem desgastante. A maioria das pessoas apenas imagina como seria não ter preocupações quando o assunto é dinheiro. No entanto, essa é uma possibilidade real para quem tem disposição para encarar esse desafio.

É por isso que o planejamento financeiro é uma ferramenta útil: com ele, você pode ter as suas contas sob controle. Assim, ficará mais próximo de atingir sua sonhada liberdade financeira.

Melhores hábitos de consumo e qualidade de vida

Não podemos negar a relação entre o seu bem-estar e a sua vida financeira. É importante destacar que a satisfação de adquirir um novo bem é rapidamente superada pela preocupação com o surgimento de uma dívida que você não tem condições de pagar.

Esse elemento faz com que o consumo seja constante para manter essa felicidade, o que não é viável a longo prazo. Portanto, é fundamental colocar o planejamento financeiro pessoal como uma prioridade na sua vida, então você verá mudanças significativas na sua relação com o dinheiro.

Percepção do perfil de consumo

Você tende a ser mais regrado com as suas finanças ou é uma pessoa que compra com frequência? Essa é uma pergunta facilmente respondida por alguém que acompanha as suas finanças regularmente.

Esse é o diferencial de quem aprendeu a melhor forma de tomar decisões financeiras, ou seja, com cuidado e planejamento. Ao traçar um plano para pagar dívidas, investir e adquirir bens, você tem mais chances de sucesso nessa conquista. O segredo é o equilíbrio entre os recursos disponíveis e os gastos.

Pronto! Agora que você já viu os benefícios de um bom planejamento financeiro pessoal, não tem desculpas. O próximo passo deve ser colocá-lo em prática para ficar mais próximo dos seus objetivos e evitar algumas dores de cabeça!

Se você gostou do assunto e está empolgado para realizar seus sonhos, que tal contar com uma ajudinha profissional pelo caminho? Para isso, entre em contato com a gente e conheça mais sobre a emDia!

Gabriella Araujo

por Gabriella Araujo