Renegociação de dívidas: o que acontece se eu não cumprir meu acordo?

14 de agosto / 2020

Se você tem pagamentos em atraso, a renegociação de dívidas é uma excelente opção para colocar as contas em dia e retomar o controle sobre sua vida financeira. No entanto, é preciso avaliar com calma antes de fechar qualquer acordo, pois a quebra do contrato pode trazer alguns problemas.

É importante destacar que o consumidor sempre tem o direito de saber exatamente o que está sendo cobrado: o valor do principal, multas, juros e outros encargos. Dessa forma, é possível analisar melhor como lidar com a situação. Por exemplo, se você tiver mais de uma dívida em atraso, pode fazer mais sentido quitar primeiro aquela tem juros mais altos.

Agora, o que acontece se você fechar uma renegociação de dívidas e não cumprir o acordo? É isso que vamos explicar neste artigo. Acompanhe!

 

Quais são os seus direitos na hora de renegociar uma dívida?

Não é porque você está devendo que não tem nenhum direito. O Código de Defesa do Consumidor (CDC) estabelece as regras para que as empresas cobrem dívidas de clientes inadimplentes. Veja a seguir os principais direitos do consumidor nesse contexto:

Não ser exposto a constrangimentos

Essa determinação está no artigo 45 do CDC e significa que não é permitido, por exemplo, ligar no seu trabalho, para amigos ou familiares para falar da cobrança. A cobrança é legal, mas não é permitido passar nenhuma informação a terceiros.

Não ser coagido nem ameaçado

Se o consumidor não pode ser exposto a constrangimentos, muito menos pode ser ameaçado ou coagido. Não é permitido dizer, por exemplo, que ele vai ser preso ou ter seus bens penhorados se não pagar as dívidas.

Por outro lado, a empresa pode informar quais são as consequências de ficar inadimplente. Isso pode envolver a inclusão do CPF nos bancos de dados dos birôs de crédito, a cobrança extrajudicial e até mesmo uma cobrança judicial.

Não ter bens penhorados sem decisão judicial

Essa é uma possibilidade que assusta muitas pessoas: ter seus bens — como casa, carros — penhorados. No entanto, saiba que isso não é permitido. Os bens só podem ser tomados após um processo judicial e, mesmo assim, apenas se o juiz determinar.

 

O que acontece se o acordo não for cumprido?

Quebrar o acordo de renegociação de dívida tem diversas consequências.

Veja a seguir:

Inclusão do nome no cadastro de devedores

Quando você deixa de cumprir o que foi acordado, seu CPF pode ser negativado novamente, ou seja, ele volta para o banco de dados dos birôs de crédito e você volta a ficar com o nome sujo.

Com isso, terá mais dificuldade para obter alguma linha de crédito. Dificilmente conseguirá terá uma solicitação de cartão de crédito aprovada, assim como um financiamento imobiliário ou para comprar um carro, por exemplo.

Perda das condições definidas previamente

Muitas vezes, as empresas concedem condições facilitadas para pagamento da dívida. Quando o acordo é rompido, esses benefícios também perdem a validade e tudo volta à estaca zero.

Possibilidade de perder as vantagens concedidas

É comum que as empresas ofereçam descontos significativos para que o consumidor tenha condições de pagar a dívida e feche o acordo. Quando o trato é rompido, essas condições deixam de valer. No caso de uma nova negociação, não existe nenhuma garantia de que as vantagens obtidas anteriormente continuem na mesa.

 

O que fazer se você quebrou o acordo?

Como dissemos, essa situação não é a ideal, mas existem saídas. Veja como se reestruturar para conseguir pagar a dívida e limpar seu nome.

Faça um planejamento financeiro

Antes de tentar uma nova renegociação, coloque ordem na casa. Para ter as finanças sob controle, o primeiro passo é saber exatamente quanto você ganha, quanto gasta e no quê. A partir disso, dá para ter uma noção bastante precisa do quanto você tem disponível para quitar aquela dívida.

Identifique gastos que podem ser cortados

Faça um exercício de como seu orçamento ficaria se você cortasse gastos não essenciais, como assinatura de TV a cabo, academia ou gastos com o automóvel.

O conceito do que é ou não essencial depende muito da situação de cada pessoa. Por exemplo, para alguém que vai à academia todos os dias e entende que isso é fundamental para a sua saúde, isso não é um supérfluo. Agora, se você vai só de vez em quando e mora perto de um parque, pode passar a se exercitar ali, pelo menos enquanto se reestrutura financeiramente.

O mesmo raciocínio vale para o carro, que é um item que consome muito dinheiro. Tem que pagar combustível, manutenção, seguro, IPVA, licenciamento, estacionamento e pedágios. Se você usa muito e precisa dele, é um item essencial e não dá para cortar.

Agora, se a região onde mora tem boa estrutura de transporte público ou se você mora perto do trabalho, passar um tempo sem carro pode ajudar a ganhar a folga necessária no orçamento para pagar as dívidas.

Tente uma nova negociação

Agora que você já conhece bem o seu orçamento e sabe quanto pode dispor para pagar suas dívidas, tente renegociar novamente as dívidas que estão em atraso. Só feche o novo contrato se você estiver certo de que conseguirá honrá-lo.

Além disso, escolha uma data de pagamento perto daquela em que você recebe a sua renda. Isso evita perder o controle e gastar tudo antes de pagar a parcela da dívida.

Tenha comprometimento com o pagamento da dívida

Depois de firmar o acordo, é preciso que você esteja comprometido com o pagamento daquela dívida. Por isso, mantenha o plano traçado e evite fazer novas dívidas enquanto estiver pagando essa, para não colocar em risco o cumprimento do acordo novamente.

A emDia é uma plataforma pela qual é possível renegociar suas dívidas de forma totalmente online, com segurança. Nela, o que você já pagou é levado em consideração se for preciso fazer uma nova negociação.

Agora você já sabe o que acontece quando o acordo de renegociação de dívida é quebrado. Como dissemos, o ideal é que isso não aconteça, mas, se ocorrer, existem formas de lidar com a situação e organizar a vida financeira.

E então, gostou deste conteúdo? Aproveite para conhecer a emDia e saber mais sobre as condições de renegociação de dívidas!

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Marcella Menasce

por Marcella Menasce