O ciclo de endividamento brasileiro

26 de agosto / 2020

Era mais um dia normal na vida de nossa equipe de atendimento, quando um cliente nos surpreendeu com a seguinte mensagem:

depoimento de cliente da emDia

 

Não se enganem, nós adoramos receber feedbacks positivos e mensagens de clientes satisfeitos com as negociações de dívidas feitas aqui na emDia, mas a mensagem do Anderson na mesma medida que nos deixou felizes, também nos preocupou.

O motivo? Ela foi um clássico exemplo do ciclo de endividamento brasileiro, e é sobre isso que vamos falar nesse texto.

Nos acompanhe!

 

O que é o ciclo de endividamento brasileiro?

No caso do Anderson, que citamos acima, sabemos que se tratava de uma brincadeira, mas como toda brincadeira conta com um fundo de verdade, vale trazermos um dado alarmante: segundo a Serasa Experian, 36,6% das pessoas que já estiveram com o nome sujo, quitaram as suas dívidas, mas voltaram a dever em um curto período de tempo.

Aqui estamos falando de pessoas que fecharam um acordo, cumpriram com ele, mas voltaram a estatística de inadimplentes por novas dívidas e os fatores apontados como os maiores causadores foram:

  1. a falta de planejamento financeiro e de um orçamento familiar estruturado;
  2. o consumo impulsivo, que leva ao maior uso do cartão de crédito e outras modalidades com juros altíssimos.

E acredite, por mais que esse se pareça com um tema que diz respeito apenas àqueles que entendem de economia, esse fenômeno é algo muito mais psicológico do que qualquer outra coisa. Que atire a primeira pedra quem nunca fez alguma compra por impulso para aliviar algum tipo de tensão ou ansiedade.

 

Por que estamos falando de Brasil especificamente?

Como já citamos em outras publicações, o Brasil tem algumas características que, juntas, acabam favorecendo o endividamento de sua população: muita gente precisando de crédito, muita instabilidade econômica e muita gente sem educação financeira, que sequer é ensinada nas escolas.

Para ficar mais fácil de entender, colocamos tudo isso em números:

  • Em janeiro desse ano, foram concedidos nada menos do que 169 bilhões de reais em produtos de crédito para pessoas físicas;
  • 67% das famílias brasileiras hoje estão endividadas;
  • 45% da população relata não ter qualquer tipo de controle sobre suas finanças.

Diante disso, a pergunta é: dá para mudar um cenário desses?

Enquanto negociadora digital de dívidas, com missão de educar os seus clientes, nós da emDia dizemos que sim!

 

Como sair esse ciclo?

Existem alguns hábitos que podemos criar em nossas rotinas para minimizar a continuidade do ciclo de endividamento brasileiro. E a boa notícia é que nós estamos falando de coisas que você já pode começar a colocar em prática, assim que finalizar a leitura desse texto:

  1. Passe a anotar e controlar as suas finanças, e aqui não estamos falando apenas dos gastos, mas também dos seus ganhos. E não deixe de cortar tudo aquilo que você esteja pagando sem utilizar, combinado?
  2. Evite as compras por impulso (se estiver muito difícil, nesse texto, temos um checklist de tudo o que você deve pensar antes de efetivamente comprar alguma coisa);
  3. Saiba quando utilizar cada forma de pagamento para evitar estourar o limite do seu cartão de crédito. Caso contrário, ele pode passar a ser o seu maior inimigo financeiro;
  4. Nem sempre o consumo será o responsável pela volta das dívidas, por isso, se você ainda não tem uma reserva de emergências, pense com carinho na possibilidade de criar uma (se quiser dicas para isso, é só clicar aqui).
  5. Por fim, invista em educação financeira. Não precisa ser um curso de longa duração com diploma, procure por boas referências na internet ou ainda bons filmes ou podcasts que tratem sobre o tema.

Esperamos que com esse texto, todos os “Andersons” que estejam livre das dívidas, assim permaneçam. E que voltem aqui para a emDia, apenas para visitar o nosso blog ou nos contar as novidades sobre suas novas conquistas financeiras.

Também quero ficar emDia

Marcella Menasce

por Marcella Menasce