Confira aqui quais são os golpes do PIX mais aplicados!

17 de agosto / 2021 (atualizado)

O PIX, serviço instantâneo de transferência eletrônica criado pelo Banco Central (BACEN), é um verdadeiro sucesso. Com ele, é possível realizar transações 24 horas por dia e para todos os bancos com o valor da transferência na conta em poucos segundos de forma segura.

No entanto, embora o PIX tenha facilitado as transações entre os clientes das instituições financeiras, a ferramenta, por sua vez, aumentou os riscos de golpes e fraudes no meio digital. Isso acontece, sobretudo, porque as pessoas aumentaram o uso da internet em função da pandemia, facilitando a ação dos criminosos.

Prova disso é que, comparado ao ano de 2019, houve uma alta de 394% nas ameaças eletrônicas, segundo dados da Apura Cybersecurity Intelligence — empresa especializada em segurança digital. Quer saber quais são os golpes do PIX mais comuns? Neste artigo, falaremos mais sobre o assunto, destacando como se prevenir desse tipo de golpe. Boa leitura!

Por que as pessoas caem em golpes?

Diariamente, nossos e-mails e redes sociais são bombardeados por mensagens inconvenientes que, geralmente, consistem em convites para novas mídias, spams, anúncios, promoções, ofertas tentadoras, entre outras. Por isso, diante de tantas informações, é frequente se tornar vítima dos golpes financeiros mais comuns.

Ao contrário do que muitos pensam, eles não acontecem necessariamente com pessoas menos inteligentes ou com pouca instrução. Muitos usuários estão vulneráveis a esse tipo de situação no meio virtual devido ao uso constante da ferramenta, assim como de gatilhos mentais usados pelos criminosos que atraem as vítimas.

Além disso, os golpistas utilizam técnicas de persuasão e reclamações emotivas para estimular a intimidade e aumentar a motivação das vítimas. Isso faz com que as pessoas respondam às solicitações e aos anúncios fraudulentos por acharem que a oferta é uma grande oportunidade.

Quais são os golpes mais aplicados com o PIX?

De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN), os golpes utilizando o PIX identificados pelas instituições financeiras são conhecidos como phishing. Esse tipo de crime ocorre quando a vítima fornece, sem intenção, informações sigilosas ao receber solicitações falsas por e-mail, mensagens no WhatsApp, links enganosos ou até mesmo telefonemas de central de atendimento.

Nesse contexto, existem alguns golpes mais corriqueiros. A seguir, listamos os principais deles que envolvem o PIX. Confira!

Clonagem do WhatsApp

Entre os métodos mais utilizados pelos responsáveis pelo crime, está a clonagem do WhatsApp. Nesse golpe, o criminoso normalmente envia uma mensagem pelo app fingindo ser de uma empresa de que a vítima é cliente. Eles pedem o código de segurança enviado por SMS, alegando ser uma atualização, manutenção ou confirmação de cadastro.

Com o código em mãos, os criminosos replicam a conta de WhatsApp em outro dispositivo e enviam mensagens para os contatos da vítima, se passando por ela e pedindo dinheiro emprestado pelo PIX.

Bug no PIX

Outra fraude muito comum é o “bug” do Pix, ou seja, um tipo de falha que ocorre ao executar algum serviço eletrônico. Nesse caso, os criminosos afirmam que, devido a um problema técnico no PIX (o famoso “bug”), é possível adquirir o dobro do valor que foi transferido para chaves aleatórias. Contudo, ao fazer o procedimento, o cliente envia dinheiro para os golpistas.

Cadastro indevido de chaves

O cadastramento das chaves PIX é realizado diretamente nos canais oficiais das instituições financeiras, por exemplo, por aplicativo bancário, internet banking, agências ou por meio do contato do cliente com a central de atendimento.

Nesse caso, os criminosos direcionam o cliente para um site falso que oferece o cadastramento das chaves no sistema de pagamento. Com isso, eles solicitam transferências aos contatos da vítima.

Golpe de engenharia social com WhatsApp

Nesse exemplo, os golpistas usam a estratégia de captar dados pessoais do usuário e de seus contatos no WhatsApp. Assim, com um novo dispositivo, envia mensagens para amigos e familiares da vítima, alegando que precisou trocar de número por causa de um problema. Então, pede uma transferência por PIX, explicando que está em alguma situação de emergência.

QR Code falso

O QR Code é um tipo de código de barras que permite pagamentos via celular, muito utilizado atualmente por estabelecimentos comerciais e serviços em geral. Para aplicar o golpe com essa ferramenta, os criminosos substituem os códigos reais.

Assim, eles modificam a URL aberta ao escanear o QR Code. Com isso, o usuário é redirecionado para uma página que não pertence ao estabelecimento, infectando o dispositivo e roubando os dados bancários.

Golpe do falso funcionário de banco e das falsas centrais telefônicas

Por último, temos o golpe do falso funcionário e das falsas centrais de telefone dos bancos. Nessa situação, os criminosos entram em contato com a pessoa se passando por um colaborador do banco ou da empresa em que o cliente é ativo.

Depois, oferecem ajuda para que o usuário cadastre a chave PIX ou relatam que ele precisa fazer um teste no sistema de pagamentos instantâneos para normalizar seu cadastro, induzindo o cliente a realizar uma transferência bancária.

O que fazer para se prevenir desses golpes?

Agora que você já conhece os golpes do PIX mais aplicados, é hora de saber o que fazer para evitar esse tipo de situação. Sem dúvida, a prevenção ainda é a melhor forma de se livrar das dores de cabeça e dos prejuízos.

Nesse caso, recomenda-se a adoção de mecanismos eficazes para a identificação dos golpistas, assim como o ajuste de privacidade das plataformas utilizadas para impedir que pessoas desconhecidas tenham acesso aos seus dados pessoais. Além disso, para se proteger desses golpes e usar o PIX com segurança, o ideal é:

  • não acessar links suspeitos;
  • manter-se sempre informado;
  • não tomar decisões precipitadas;
  • não fornecer dados pessoais a qualquer pessoa;
  • ativar a verificação das redes sociais em duas etapas;
  • denunciar os perfis que aparentam ser falsos;
  • desconfiar de mensagens que prometem dinheiro fácil;
  • conferir os dados do recebedor ao realizar o PIX;
  • cadastrar as chaves apenas nos canais oficiais do banco;
  • desconfiar de contatos ou ofertas de ajuda não solicitadas.

Vale ressaltar também a importância do cuidado com devidas mensagens enviadas por bancos. Afinal, dificilmente essas instituições entrarão em contato via redes sociais. Portanto, cuidado ao acessar os links e, principalmente, confira antes o endereço do site em que vai inserir os seus dados.

O que fazer se cair em algum desses golpes?

Apesar de todos os cuidados, ainda é possível cair em algum golpe do PIX. Justamente por isso, devemos saber como agir diante desse cenário. Afinal, existem medidas que, quando tomadas rapidamente, minimizam ou até impedem os danos.

Se você perceber que o seu cartão foi roubado, notar que existem compras indevidas na fatura ou passar por alguma situação que indique que seus dados tenham sido apropriados por terceiros, o primeiro passo é solicitar o cancelamento do cartão de crédito.

Outra medida fundamental caso seja vítima de um golpe é registrar um boletim de ocorrência junto à polícia. Esse comprovante é necessário para isentar a vítima da responsabilidade das ações indevidas.

Lembre-se de que, por se tratar de um ato que constitui crime, enquanto cidadão, você tem o direto de buscar a responsabilização do autor do golpe. Para isso, é necessário acionar a justiça a fim de que os órgãos policiais investiguem o autor do crime.

Como vimos, os golpes do PIX são cada vez mais frequentes no meio virtual e, para se prevenir dessa situação, é importante se manter atento aos sinais abordados e tomar todos os cuidados possíveis. Não deixe de seguir as nossas dicas, pois certamente isso ajudará!

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emDia

por emDia