Como quitar o cartão de crédito: 4 dicas para você aplicar agora

01 de novembro / 2021 (atualizado)

Você vive fazendo malabarismo com as contas, escolhendo qual vai pagar no mês? Seu salário sai da conta da mesma forma como entra e ainda ficam dívidas em aberto para trás? A fatura do cartão de crédito está entre as suas contas mais altas, mas sem ele você não consegue cobrir as despesas básicas? Esse é um problema sério que precisa ser resolvido.

Contar com um cartão de crédito é mesmo uma facilidade e tanto — a gente não precisa sair com dinheiro, ficar carregando troco e moedas, pode parcelar as compras e ainda ter algumas vantagens com programas de pontos. Mas é preciso ter uma boa organização financeira para que ele seja realmente um benefício e não um problema, gerando preocupação para quitar as dívidas.

Pensando nisso, nós vamos ajudar a deixar as finanças sempre em dia e ainda a entender como quitar o cartão de crédito sem que isso afete a sua saúde mental e financeira. Vem conferir!

Qual é a importância de quitar as dívidas do cartão de crédito?

Ter seu parcelamento em dia é uma boa situação, mas atrasar as faturas pode custar tão caro para você a ponto de prejudicar a sua saúde financeira e o seu emocional em função do estresse.

Isso porque você passará por uma série de transtornos, a começar pela alta taxa de juros que incide sobre esse tipo de conta. Os juros dos cartões de crédito estão entre os mais altos do mercado. Por isso, na maioria dos casos, vale mais a pena parcelar a dívida do que deixar em aberto e virar uma bola de neve.

Quais são os riscos de ter dívidas em atraso no cartão de crédito?

O rotativo do cartão é perigoso, especialmente para quem já está em uma situação de problemas financeiros. A taxa pode chegar a absurdos 300% ao ano.

Por isso, não é exagero dizer pra usar o seu cartão de crédito só quando realmente tiver certeza de que vai ter como pagar com a sua fatura mensal. Caso contrário, um simples atraso no pagamento dá início a uma série de prejuízos.

E vale lembrar que o cartão de crédito já está entre as principais formas de pagamento utilizadas pelas pessoas hoje em dia. Em momentos de crises financeiras ou imprevistos, como uma demissão ou doença, é comum o consumidor não ter como arcar com o valor total da fatura.

Nesses casos, o que acontece é ficar com o nome negativado pelo prazo de até 5 anos, dificultando o seu acesso a outros créditos. Depois desse prazo, as empresas são obrigadas a retirar o nome dos órgãos de proteção, mas a dívida continua ativa.

Além disso, recuperar o crédito depois de limpar o nome pode não ser tão fácil como parece, afinal, problemas anteriores podem impactar no seu score.

Em casos extremos, existem riscos ainda piores, como o penhor de bens em função das dívidas. Assim, a empresa deve cobrar pela dívida na justiça e, se você não pagar, ela pode penhorar seus bens.

Sendo assim, o que era para ser uma solução de crédito se transforma na verdadeira causa do problema. Como essa dívida cresce sem freios, fica cada vez mais difícil se aproximar do pagamento completo. A menos, é claro, que seja feita uma negociação.

Como reorganizar a minha vida financeira e quitar essas dívidas?

Existem alguns hábitos que podem, pouco a pouco, ser colocados em prática para que você reorganize a sua vida financeira, quite suas dívidas e deixe tudo em dia. Então, se quiser voltar a ficar no azul e ter essa folguinha extra para retomar o equilíbrio das contas, é melhor ficar de olho nas nossas dicas.

1. Comece a anotar suas despesas

Ter uma relação por escrito de tudo o que você ganha e o que você gasta é primordial para reconhecer sua situação financeira e entender o quanto pode gastar por mês sem aumentar suas dívidas. Portanto, tenha um caderninho, crie uma planilha no Excel ou baixe um app de gestão financeira.

2. Pare de usar o seu cartão

Essa é a dica mais importante pra você parar de aumentar as suas dívidas. Suspenda o uso do seu cartão até regularizar a sua situação. As opções mais comuns são solicitar o bloqueio do cartão ou simplesmente tirá-lo do seu campo de visão.

3. Estabeleça limites

Tenha um limite para gastar em despesas variáveis, principalmente no crédito. Se você já gasta boa parte do seu salário com moradia, supermercado, transporte e outras coisas que são essenciais no seu dia a dia, coloque um teto para aquelas outras despesas, como as saídas, a compra de roupas e assim por diante.

4. Faça uma transição para o débito

Se você realmente não gosta da ideia de manusear dinheiro, comece a fazer sua transição do cartão de crédito para a função de débito, ou seja, só gaste aquele dinheiro que você já tem. Além disso, é melhor fugir de novos parcelamentos até colocar suas finanças em dia, ok?

Quais são as melhores práticas para quitar o cartão de crédito?

Uma das melhores práticas disponíveis hoje no mercado é a possibilidade de negociação para quem procura alternativas de como quitar cartão de crédito. No entanto, nem todo mundo tem conhecimento suficiente e jogo de cintura pra chegar às melhores condições.

Ainda bem que nem tudo está perdido. Na verdade, você pode fazer uma parceria com uma empresa que seja especializada nesse tipo de conciliação, garantindo as melhores alternativas e descontos para ficar em dia o quanto o antes.

Muitas vezes, é possível trocar uma dívida “mais cara” por outra que caiba no seu bolso. Quer um exemplo? Se você está com a fatura do cartão em aberto, uma taxa de juros bastante pesada vai ficar incidindo sobre esse valor. Mas se você optar pelo parcelamento ou por um empréstimo consignado (que têm taxas menores), vai ficar com uma dívida mais em conta.

Em outras palavras, você vai assumir juros bem mais baixos e preservar a sua renda. Então, para saber se vale mesmo a pena, observe se as condições das novas taxas são melhores. Separamos alguns passos pra você fazer isso da melhor maneira:

  1. fazer um levantamento do total das suas dívidas, somando tudo e descobrindo quanto tempo falta para terminar de pagar;
  2. definir quais são as prioridades, ou seja, quais dívidas devem ser pagas antes, começando pelas que têm juros mais altos;
  3. organizar seu orçamento cortando todos aqueles gastos que não são essenciais (serviços por assinatura, roupas, calçados, acessórios);
  4. adaptar temporariamente a sua rotina até quitar as dívidas, optando por programas mais baratos, como jantares e filmes em casa em vez de ir ao restaurante ou cinema;
  5. buscar uma renda extra que ajude a se livrar das dívidas mais rapidamente, assim poderá voltar a fazer as coisas que gosta (com cautela);
  6. entrar em contato com as empresas credoras e fazer uma proposta de quitação ou renegociar suas dívidas. Isso pode gerar um novo parcelamento com menos juros.

Outra opção é entrar em contato com todos os credores e fazer um levantamento do total das suas dívidas e quanto elas custariam caso pagasse tudo à vista. Depois, tente fazer um único empréstimo para quitar todas as dívidas.

Desse modo, em vez de ter que pagar um monte de parcelas e atrasar algumas delas todos os meses, você tem apenas um valor fixo com o qual precisa se preocupar mensalmente. Isso deixa a organização muito mais simples. Mas lembre-se: essa é uma medida para que você se reorganize.

Não adianta manter os hábitos que geraram problemas financeiros e voltar sempre para a mesma situação, tendo que fazer tudo de novo. Veja o empréstimo pessoal como um desafogo e redobre o cuidado com as suas finanças assim que se restabelecer.

Como evitar as dívidas no cartão de crédito e não sofrer mais com os juros?

Agora que você já entendeu como quitar cartão de crédito e se livrar das dívidas, chegou a hora de conferir algumas dicas rápidas para ficar longe, de uma vez por todas, de endividamento. Que tal? Aproveite!

Aprenda a usar o seu cartão de crédito

Saber como usar cartão de crédito não é apenas sobre entender onde passar na maquininha ou em que dia vence sua fatura, não. Na verdade, isso tem a ver com as estratégias que você vai adotar em relação ao uso do crédito. Se ainda usa o cartão para desafogar suas contas do mês, mas a situação fica ainda pior no próximo, então é preciso repensar a forma de usá-lo.

Fique de olho no seu CPF

Nem toda dívida gera problema de imediato no seu CPF, especialmente se ela for recente. Na verdade, pode levar um tempo até que a empresa acione os órgãos de proteção ao crédito. Porém, eventualmente você pode estar com alguma restrição e nem saber. Por isso, é bom ficar ligado nisso, até porque é algo que afeta o seu score de crédito.

Então, se quiser ter acesso a boas opções de crédito, ficar com o nome limpo no mercado e ter mais facilidade na hora de fazer compras de valores maiores, é preciso acompanhar de perto o desempenho desse medido. Além disso, pagar direitinho os boletos vai colaborar bastante com a sua situação financeira.

Organize as suas finanças

Outra medida indispensável para você garantir a sua saúde financeira é conhecer de verdade a sua situação, esmiuçando tudo aquilo que gasta com o intuito de saber exatamente pra onde está indo o seu dinheiro e o que pode fazer para economizar. Além disso, esse hábito ajuda a evitar gastos no cartão quando já estiver no seu limite.

Nossa dica é usar um app de controle financeiro. Nele, dá pra lançar todas as despesas fixas e as variáveis, a sua renda mensal, as dívidas em aberto, os investimentos e assim por diante. Ao final, você saberá se pode ou não gastar no cartão e quanto sem se endividar.

Guarde dinheiro

Como você já viu, guardar o dinheiro antes de fazer uma compra é uma estratégia bastante eficiente para evitar dívidas. Assim, em vez de pagar parcelas, você adota um valor fixo mensal para economizar e comprar seu produto à vista (e o melhor: com maiores chances de conseguir aquele descontinho).

Mesmo quando você não tiver nenhuma compra em vista, considere guardar dinheiro como um hábito. Estipule um percentual dos seus ganhos ou das suas sobras por mês para reservar em uma espécie de poupança. Isso pode servir como um valor disponível para que não faça novas dívidas com outras compras.

Invista o seu dinheiro

Além da poupança, a última dica de como quitar o cartão de crédito é fazer uma reserva de emergência para evitar que imprevistos peguem você desprevenido. Uma das melhores formas de construir esse “pé de meia” é investindo bem o seu dinheiro.

Hoje em dia, existem muitas alternativas que garantem um rendimento acima da poupança com rentabilidade diária e sem correr grandes riscos. Uma recomendação para começar as aplicações é entender qual é o seu perfil de investidor.

Muitas contas correntes permitem que o seu dinheiro fique rendendo acima de 100% do CDI. Além disso, existe a alternativa de investir no Tesouro Direto. Desse modo, seu dinheiro fica seguro, se multiplicando e, ao mesmo tempo, disponível caso precise dele de uma hora para outra.

Infelizmente, os problemas financeiros afetam muitas famílias. Em partes, pela situação econômica instável do país, mas, em muitas outras, pela falta de uma educação financeira de qualidade. Desse modo, em vez de as pessoas terem no dinheiro um recurso de facilitação, elas se embolam com a administração e ficam endividadas.

Mas você já deu um primeiro passo importante, que é descobrir como usar o cartão de crédito a seu favor e não contra você. Além, é claro, de entender melhor como organizar as suas finanças para evitar problemas futuros e ter uma tranquilidade financeira maior.

Se você ainda não souber se o seu CPF está comprometido em função das suas dívidas, é só fazer uma consulta rápida e fácil do seu CPF com a emDia!

Gabriella Araujo

por Gabriella Araujo